27 · Aplicações

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27 · Aplicações

Fontes: brand/guidelines/07-plano-de-midia.md — fonte upstream primária do mapa de canais · 05-posicionamento.md · 06-golden-circle.md · 08-buyer-persona.md · 13-brand-persona.md · 14-tom-e-voz.md · 18-manual-verbal.md · 19-identidade-visual.md · 21-simbolos-e-logotipo.md · 22-paleta-de-cores.md · 23-conjunto-tipografico.md · 24-grafismos.md · 25-direcao-de-imagem.md · 26-manual-visual.md · 01-essencia.md · brand/guidelines/research/auditoria-publico.md · auditoria-mercado.md · auditoria-negocio.md · documentation/BRIEFING.md §2, §4, §7 · documentation/MANIFESTO.md §2, §5, §7, §8 · documentation/PRD.md §1, §3, §6 · documentation/USE-CASES.md §2 · documentation/FEATURES.md §1 · documentation/growth-handbook.md.

Este capítulo responde a uma pergunta de execução: como a marca do Peppe ganha vida nos lugares onde o público está — e o que ela faz, ponto por ponto, para que cada superfície reforce a promessa. É o capítulo que traduz a estratégia (05–07) e a identidade verbal e visual (14–26) numa régua de aplicação concreta.


Como ler este capítulo

Quatro avisos de partida.

  • O Peppe é um produto digital conversacional pré-lançamento. Não tem operação física, não tem ponto de venda, não tem frota, não tem time vestindo crachá. Boa parte da papelaria, da sinalização e do packaging que o método clássico de Aplicações pede simplesmente não se aplica — e dizer isso, com o motivo, é resposta válida e fiel ao corpus, não uma lacuna. O peso real está nos pontos de contato digitais e conversacionais. Este capítulo nomeia o que se aplica, registra o que não se aplica e por quê, e não força aplicação inexistente.
  • Este capítulo fica abaixo do capítulo 07. O 07 · Plano de mídia já decidiu onde a marca investe (frame PESO, hierarquia de canais, o que adiar). Este capítulo não reabre essa hierarquia — assume-a e desce um nível: dado que um ponto de contato existe, como a marca se materializa nele. Onde os dois se tocam, o capítulo aponta para o 07.
  • DADO, PROPOSTA, [A confirmar]. DADO é afirmação com fonte no corpus. PROPOSTA é síntese do estrategista, ancorada na evidência mas não ratificada — vai listada no fechamento. [A confirmar] marca pendência que depende de decisão do PO ou de dado que não existe. Como o capítulo 07 já registrou, num produto pré-lançamento sem estratégia de aquisição cravada, boa parte da régua de aplicação é proposta — marcada como tal.
  • Dependência visual — reconciliação em curso. Os capítulos 25 · Direção de imagem (25-direcao-de-imagem.md) e 26 · Manual visual (26-manual-visual.md) existem. Este capítulo 27 foi escrito antes deles; as referências foram atualizadas. Onde o capítulo 27 depende de régua que esses capítulos decidiram, aponta para eles. Lacunas remanescentes (arquivo-mestre editável, espécimes do-and-don't, fotografia não ratificada para ir ao ar) estão documentadas no fechamento de cada capítulo correspondente.

27.1 — Priorização de pontos de contato

A marca não precisa estar em todos os lugares — precisa estar nos lugares certos. Para o Peppe, "certo" tem um critério único neste estágio, herdado do 07-plano-de-midia.md §7.3: converter a waitlist nos primeiros usuários reais e provar a promessa a quem chega. Sucesso não é alcance; é o primeiro usuário certo sentindo o produto funcionar.

27.1.1 — Onde o público realmente está

A auditoria-publico.md (b) e o 08-buyer-persona.md §8.3 descrevem com precisão onde o Acumulador de Jornadas passa o tempo — e cada lugar é um candidato a ponto de contato:

  • No WhatsApp, o dia inteiro. DADO: "97% dos brasileiros acessam o app pelo menos uma vez por dia"; "61% abrem o WhatsApp várias vezes ao longo do dia" (Opinion Box, 2025). É o lugar onde a persona já vive — e a resposta direta à dor "não me dá mais aplicativo para baixar".
  • Confortável com áudio"80% preferem mandar áudios" no WhatsApp (Opinion Box). O ponto de contato precisa aceitar voz como entrada, não só texto.
  • Ancorado em superfícies analógicas — caderno físico de uso diário e planilha. O Peppe disputa atenção com o papel; não a vence anunciando, vence sendo "o caderninho que também antecipa" (08-buyer-persona.md §8.3).
  • Já usando IA genérica — ChatGPT/Gemini já entraram na rotina como árbitro de decisão financeira. O concorrente real é o workaround manual da própria persona.
  • Informado pela mídia de tecnologia — portais que pautam "apps para quem é esquecido" definem o vocabulário com que a persona busca a categoria.
  • Em rede profissional — o perfil de liderança/produto/empreendedorismo circula em ambiente profissional digital; o growth-handbook.md §5 trata o LinkedIn como canal por reconhecer ali o próprio público.

Um achado de público governa toda escolha de canal: a persona é problem-aware, não product-aware (auditoria-publico.md (b)). Ela nomeia a própria sobrecarga, mas não tem nome para a solução — classifica o Peppe como "terceira categoria". Consequência direta de aplicação: ninguém busca "app que cruza agenda e dinheiro". A marca encontra o público no vocabulário do problema ("não esquecer de pagar", "dar conta de tudo"), não no da categoria.

27.1.2 — Os momentos críticos de interação

Pontos de contato não são só lugares — são momentos. Os momentos onde a promessa do Peppe vive ou morre, minerados de 08-buyer-persona.md §8.3 e PRD.md §3.2:

Momento críticoOnde aconteceO que a marca precisa fazer
A descoberta — a persona vê a "terceira categoria" pela primeira vezLanding, LinkedIn do PO, imprensa, boca a bocaExplicar uma categoria sem nome, sem prometer o que não entrega
O onboarding — o primeiro contato cético com o produtoWhatsApp / webTirar o atrito de entrada; provar utilidade rápido, provando — não prometendo
A captura passiva — um áudio sussurrado, uma foto de boletoWhatsApp (primário), webAceitar o sinal bruto sem formulário, sem categoria, sem tag
A antecipação — o aviso que chega antes do problemaWhatsApp (resumo matinal, alerta de vencimento)Avisar a tempo, sem susto, com a origem do dado à mostra
A pergunta de viabilidade"esse compromisso cabe?"WhatsApp / webCosturar agenda × dinheiro num turno; devolver caminhos, não veredito
O alerta crítico — a obrigação que não pode falharVoz (ligação detonadora) + WhatsAppInterromper só quando é mesmo crítico; a contenção do canal é a mensagem
O retorno espontâneo — a persona volta sozinhaWhatsApp / webCumprir a promessa sem atrito; o produto é a peça de mídia mais forte

27.1.3 — Mapa priorizado de pontos de contato [PROPOSTA]

Cruzando "onde o público está" com "momento crítico" e com a hierarquia do 07-plano-de-midia.md §7.3, os pontos de contato do Peppe se ordenam em três faixas. A priorização é proposta do estrategista, ancorada nas auditorias e no plano de mídia.

Faixa 1 — Críticos (a marca vive ou morre aqui).

  1. A conversa do produto no WhatsApp. Canal primário (BRIEFING.md §2). É onde a promessa se prova — e, numa categoria onde a objeção nº 1 é o abandono, só a experiência sentida vence a descrença. O produto é a mídia.
  2. A landing peppeai.com + waitlist. O único elo vivo com público hoje (auditoria-negocio.md §1). Faz o trabalho que nenhum outro canal faz: explicar uma categoria que o público não sabe nomear e qualificar o lead.
  3. A interface SDUI (web e, futuramente, mobile). Não é "mais um canal" — é a cenografia da marca em movimento; ver §27.4.

Faixa 2 — De apoio (sustentam a faixa 1, sob esforço contido).

  1. A voz como ligação detonadora — canal de alerta crítico, não conversacional.
  2. E-mail / newsletter — ativa a base de leads e narra "o estado da obra" com honestidade.
  3. LinkedIn orgânico do PO — a rede dele é o público-alvo.
  4. Push notification — superfície de entrega do produto, regida pela mesma voz.
  5. Imprensa / press kit — alavanca de reputação; depende de construir a capacidade.

Faixa 3 — Adiados ou de horizonte (não dispersar energia agora).

  1. Conta social de marca — operar uma bem, não espalhar por quatro (07 §7.6). Qual fica [A confirmar].
  2. App nativo e superfícies satélite (widget, app store) — quando o produto sair da PoC.
  3. Mídia paga — adiada até haver WABA, receita e custo unitário medido (07 §7.2).

A ordem não é capricho: ela segue a régua de 07 §7.3. A landing explica e capta → o produto entrega e prova → usuários satisfeitos e imprensa amplificam → mais gente chega à landing. É um ciclo de owned + earned que gira sem orçamento de mídia. As Aplicações deste capítulo concentram-se na Faixa 1 e na Faixa 2.


27.2 — Papelaria básica e institucional

O método clássico pede cartão de visitas, papel timbrado, envelopes, crachás, documentos internos. Para o Peppe, quase nada disso se aplica — e isso é uma decisão, não um esquecimento.

27.2.1 — O que NÃO se aplica, e por quê

Item de papelariaStatusPor quê
Cartão de visitas impressoNão se aplicaProduto digital pré-lançamento, time enxuto operando solo (auditoria-negocio.md §6). Sem operação comercial que demande networking físico.
Papel timbrado, envelopesNão se aplicaSem correspondência institucional física. Comunicação é 100% digital.
Crachás, uniformesNão se aplicaSem operação presencial nem equipe de campo.
Sinalização de PDV, frota, brindesNão se aplicaSem ponto de venda físico, sem logística, sem operação de varejo.
Packaging / unboxingNão se aplicaProduto é software conversacional — não há objeto físico a embalar.

Toda a paleta vive em HEX/RGB calibrada para tela; CMYK e Pantone não estão definidos e não devem ser inventados (22-paleta-de-cores.md §22.5, lacuna 5). A conversão para impresso é trabalho de execução se e quando surgir uma peça impressa real. O mesmo vale para o teste de tamanho mínimo da escala de display e da fonte Sarina em papel (23-conjunto-tipografico.md, pergunta aberta 1).

27.2.2 — A papelaria digital — o que SE aplica

A papelaria do Peppe é digital. Cinco peças institucionais, todas owned, todas sob régua de marca:

  • Assinatura de e-mail. [PROPOSTA] Wordmark cursivo (design-system/assets/peppe-logotype.svg), renderizado inline herdando currentColor — cinza-escuro de tinta canônico (a cor canônica do logo é decisão a ratificar de 21 §21.6). Tipografia Instrument Sans, escala sm/xs. Sem cor decorativa, sem banner promocional. A assinatura respeita a virtude Temperança: nome, papel, link — nada mais.
  • Template de e-mail / newsletter. Régua em §27.3.4.
  • Documento institucional digital (deck, one-pager, press kit). [PROPOSTA] Quando houver deck de investidor ou one-pager: gramática V-A como chão (off-white #F7F7F7, tinta #171717, grid 8px), Fraunces serif só em título ≥ 32px, V-B pontuando em um card ou um destaque — nunca como fundo. Sem stock photo aspiracional (19 §19.6).
  • A própria diretriz de marca. Este conjunto de capítulos é, ele mesmo, uma peça institucional da marca — e aplica a régua em si: PT-BR, prosa direta, sem verbosidade, a inspiração-fonte nunca nomeada.
  • brand.peppeai.com e designsystem.peppeai.com. Superfícies de marca já existentes, hoje técnicas/internas. brand.peppeai.com é candidato a virar ponto de contato institucional público quando o conteúdo amadurecer (07 §7.6, item 7).

Régua transversal da papelaria digital. Todo asset institucional carrega: o wordmark cursivo como assinatura humana (não logotipo "tecnológico" — 21 §21.2); a paleta fechada em três (base V-A, funcional, acento V-B — 22); o pareamento Instrument Sans + Fraunces (23); e o filtro de IP — em nenhuma peça a inspiração-fonte é nomeada (18 §18.4.2).

27.2.3 — Selos e marcas de confiança — lacuna de horizonte

O Peppe é pré-lançamento, sem certificação, selo regulatório ou prova de auditoria a exibir (19 §19.2, 21 §21.7). É previsível que a maturidade traga essa necessidade: marcas de confiança — LGPD, segurança, privacidade de dado financeiro — são plausíveis quando houver operação pública, e relevantes porque a auditoria-publico.md (c) registra que dado financeiro gera insegurança (golpe, clonagem). Fica como lacuna de horizonte: quando houver selo a exibir, ele entra na landing e nos canais de produto sob régua visual a definir no capítulo 26. Não se inventa selo agora.


27.3 — Comunicação e marketing

O método pede templates de post, capas, avatares, anúncios, banners, apresentações. O Peppe é pré-lançamento e a mídia paga está deliberadamente adiada (07 §7.2) — então esta seção cobre a aplicação da marca nos canais de comunicação owned e earned que de fato operam ou estão prestes a operar, e deixa criativos de campanha paga como horizonte.

A régua-mãe, herdada de 07 §7.4 e 18 §18.3.9: o meio é a mensagem, a essência não muda, a calibragem muda. A promessa, o "mostra a mão, não a máquina", a CNV e a objetividade são invariantes em qualquer peça; o que se calibra é o quanto de cada registro aparece.

27.3.1 — Avatar, perfil e identidade de canal [PROPOSTA]

  • Avatar de marca — o símbolo circular (brand/assets/logo-circle.svg): disco com o recorte da assinatura cursiva vazado em negativo. É o ativo de espaço quadrado — avatar de WhatsApp Business, foto de perfil de rede social, ícone. Variante invertida (logo-circle-white.png) sobre fundo escuro. Tamanho mínimo 16px (21 §21.6).
  • Capa / banner de perfil[PROPOSTA] quando houver conta social: gramática V-A como base (off-white), wordmark cursivo, e — se a peça pedir calor — o padrão de pontos como textura pontual ou a tecla como objeto-assinatura. Nunca a tecla espalhada, nunca textura como tapete (24 §24.5).
  • Nome de exibição — sempre "Peppe", grafia minúscula no wordmark, capitalizada em texto corrido. Nunca acompanhado de descritor de categoria genérico ("seu assistente financeiro") — o nome é não-descritivo de propósito (15-naming.md, via 18 §18.3.10).

27.3.2 — Redes sociais — templates e calibragem [PROPOSTA]

A operação de redes está adiada (07 §7.3 — "operação pesada de redes sociais: adiar"); a proposta de 07 §7.6 é operar um canal bem. Enquanto isso não se decide, fica a régua de aplicação, para quando a conta existir:

  • Calibragem de tom — Registro B com mais espaço que no produto (18 §18.3.9): legenda de post = uma ideia por post; stories mais informal, mas a CNV não afrouxa — nada de moralizar o seguidor; comentários e respostas espelham o tom de quem comenta e nunca debocham, nem do crítico.
  • Calibragem visual — V-A como chão da peça, V-B pontuando. O acento âmbar (#FA4C00) aparece em ponto — um destaque, um card, a tecla — nunca como fundo de post (22 §22.4). Fraunces serif só em frase-título ≥ 32px; a fonte Sarina (cursiva) é opt-in, marketing-only, soco tonal de um momento — hero de campanha, nunca corpo (23 §23.5).
  • O que a peça nunca faz — venda por medo ("Saia das dívidas agora"), clichê saturado da categoria ("sem planilhas", "controle financeiro descomplicado"), promessa acima da entrega, e qualquer alusão à inspiração-fonte — rede social é onde a tentação de citar é maior; o filtro de IP vale integralmente (18 §18.3.9).
  • TikTok / viral de massa — adiado/ignorado: o alcance puxa para a faixa 18–34, fora do núcleo 35–49, e o registro viral tensiona a voz contida (07 §7.3).

27.3.3 — A landing page peppeai.com

A landing é o ponto de contato mais maduro da comunicação — owned, instrumentado, sob controle total. A camada operacional (UTM, GA4, funil, A/B de hero) está fechada no growth-handbook.md e não é reaberta aqui. A régua de aplicação de marca:

  • Função — explicar a "terceira categoria" que o público não sabe nomear, e capturar/qualificar o lead. A conversão canônica é lp_waitlist_confirmed (growth-handbook.md §2).
  • Tom — mais institucional que o produto: registro profissional com tecla de calor (07 §7.4). Abre pela crença ou pelo comportamento, nunca pela lista de features — a régua de dentro para fora (18 §18.1.2). A versão curta do manifesto público (17-manifesto.md) pode alimentar a hero.
  • Visual — gramática V-A como chão; Fraunces em hero (display-lg 80/64, 23 §23.3); o grid blueprint é o grafismo autorizado da landing — uma grade quadriculada fina dentro de um card contido, no bloco "ainda não lançou": o motivo da planta de engenharia casa com a mensagem de produto em construção (24 §24.5.3).
  • A honestidade na peça — num segmento marcado por "marketing aspiracional acima da execução" (auditoria-mercado.md §3.2), a landing não promete o que o produto não entrega. O posicionamento se comunica como direção verdadeira, não como fato consumado (05 §5.3).

27.3.4 — E-mail e newsletter

  • Função — ativar a base de leads (~6 hoje, growth-handbook.md §5) e gerar indicação; narrar "o estado da obra" com honestidade.
  • Tom — registro profissional com tecla atrapalhada, densidade média (07 §7.4). Espaço para o Peppe contar o que está construindo sem inflar.
  • Visual — template sóbrio V-A, wordmark na assinatura, sem banner colorido. O e-mail respeita o atributo de objetividade: assunto direto, sem clickbait, sem título de medo (18 §18.3.9).
  • Cadência — não é objetivo de marca a frequência de envio nem a taxa de abertura isolada; o sinal de sucesso é o lead referral_personal gerado (07 §7.5).

27.3.5 — Imprensa e press kit [PROPOSTA]

A barreira de entrada do segmento é de confiança, e é alta — "reputação não se compra, leva tempo" (auditoria-mercado.md §3.5). O press kit é projeto futuro (07 §7.6, item 2):

  • Tom — factual, sóbrio, sem hipérbole. Terceiro fala pela marca; a contenção sustenta a credibilidade (07 §7.4).
  • Conteúdo — narrativa da marca, dados verificáveis (nunca inventar número — o Peppe tem zero usuários reais, e isso não se maquia), assets de marca (wordmark, símbolo, paleta).
  • A provocação sobre o nome — a imprensa vai perguntar a origem do nome e a inspiração. O press kit traz pronta a saída em personagem: entra na brincadeira, não confirma o referente, não nega literalmente, não explica a regra (MANIFESTO.md §8.3; 18 §18.4.2). É a regra de IP aplicada ao contato com jornalista.

27.3.6 — Anúncios e criativos de campanha — adiado

Mídia paga está adiada até haver WABA, modelo de receita e custo unitário medido (07 §7.2). Logo, não há criativos de campanha a especificar agora — seria especificar uma peça para um canal que a marca decidiu não operar neste estágio. Quando a mídia paga destravar, o criativo herda integralmente a régua de §27.3.2 (calibragem de tom e visual) e o filtro de IP. Registrado como horizonte, não como lacuna.


27.4 — Aplicações específicas e de experiência

O método separa Físico / Digital / Produto. Para o Peppe, o eixo Físico não se aplica (§27.2.1) e Produto-packaging não se aplica (não há objeto). O peso inteiro está no Digital e na Experiência conversacional — e aqui o Peppe tem o ponto de contato mais importante e mais singular de todos: a própria interface, e a própria voz.

27.4.1 — O WhatsApp — o canal primário e a aplicação mais crítica

O WhatsApp é onde a marca vive (BRIEFING.md §2; FEATURES §1, canal 💬 em quase toda feature). A aplicação tem uma particularidade que governa tudo:

No WhatsApp, a identidade visual da marca não aparece. O WhatsApp renderiza texto plano na fonte de sistema do aparelho — nenhuma face tipográfica da marca chega lá, nenhuma cor de superfície, nenhum grafismo (23-conjunto-tipografico.md §23.1). No canal mais importante do Peppe, a identidade é carregada inteiramente pela camada verbal — voz, vocabulário, ritmo — e pelas âncoras emoji do sistema de conteúdo.

Consequências de aplicação:

  • A voz é a marca. Toda a régua de 14 · Tom e voz e 18 · Manual verbal é a régua de aplicação do WhatsApp. A entonação calibra-se à cena: funcional-corriqueiro na confirmação, informativo-delicado no alerta, grave-sóbrio na dívida e na medicação, acolhedor-funcional no onboarding, leve-propositivo na conquista (18 §18.2.4).
  • As 11 âncoras emoji (✍️ 📝 🚨 ✅ 💤 🗑️ 🗓️ 💸 💰 🎂 💊) são o único "sistema visual" do canal — e são dado, não decoração: abrem a mensagem, uma por mensagem, nunca atribuídas ao usuário (18 §18.3.8). Fora delas, texto conversacional não recebe emoji.
  • Densidade — WhatsApp aceita até 3 frases curtas, 5 com dado + comparativo + pergunta (18 §18.4.1). O canal pede contenção.
  • A entrada é multimodal — texto, áudio (UC-14, FEATURES §1.23), foto de boleto. A aplicação aceita o sinal bruto; a "automação ingênua" faz o trabalho atrás da parede.
  • O avatar de WhatsApp Business é o símbolo circular (§27.3.1).
  • Estado real e gargalo — o canal opera em Twilio Sandbox, teto de 50 mensagens/dia (auditoria-negocio.md §3). É adequado a PoC, não é canal de produção. A migração para a WhatsApp Business API é pré-requisito de qualquer escala (07 §7.6, item 1) — e, do ponto de vista de marca, é o que destrava o WhatsApp como ponto de contato confiável.

27.4.2 — A interface SDUI — a cenografia mutável da marca

Aqui o Peppe tem algo que o método clássico não prevê: a interface não é um layout fixo a aplicar a marca — é cenografia dirigida pelo servidor (BRIEFING.md §4, MANIFESTO.md §7). Componentes SDUI (card, list, toast, chart, confirmation) têm skin e composição decididas em tempo real.

Implicação de aplicação de marca:

  • A gramática é fixa, a cenografia muda. "A cenografia é mutável; a gramática é fixa; a persona é constante" (MANIFESTO.md §7.6). A marca não se aplica à interface uma vez — ela é a régua que mantém qualquer composição reconhecível: V-A predomina, V-B pontua; paleta fechada em três; luz direcional única; grid 8px.
  • A voz vive dentro da estrutura. Todo componente SDUI nasce com slots semânticos que a copy preenche — "a persona vive dentro da estrutura, não é aplicada por cima dela" (MANIFESTO.md §7.4). É impossível, por construção, o produto falar com uma voz e renderizar com outra.
  • A mesma primitiva, três palcos. Uma confirmation vira card no app, bloco textual no WhatsApp, ausência de fala na voz. "A gramática é única; a dramaturgia é calibrada ao palco" (MANIFESTO.md §7.3). É a paridade multicanal como aplicação.
  • Card SDUI — título ≤ 6 palavras, corpo ≤ 2 frases, uma ação clara; microcopy nunca explica o mecanismo, mostra o resultado (18 §18.3.3).

A interface SDUI é o lugar onde a identidade visual do Peppe — toda a matéria dos capítulos 19–24 — de fato se aplica e se vê. O Design System (designsystem.peppeai.com) é o repositório dessa aplicação: tokens, fundamentos, componentes. A régua de calibragem por superfície vive em .claude/ui-design/visual-language.md §3.

27.4.3 — A voz como canal — a ligação detonadora

A voz é um ponto de contato deliberadamente mínimo, e a contenção é a mensagem (07 §7.4):

  • O que é — uma ligação silenciosa de poucos segundos que faz o telefone tocar, seguida da mensagem no WhatsApp (FEATURES §1.2, §1.7). É detonador de atenção, não conteúdo — o Peppe não fala na ligação (MANIFESTO.md §7.3).
  • Aplicação de marca — a marca aqui se aplica pela ausência: a interrupção é rara, logo sinaliza criticidade real. O canal de voz não recebe âncora emoji nem fala (14 §14.5, perguntas abertas). A régua é o silêncio disciplinado.
  • Quando — só em alerta crítico, com gatilho explícito do usuário; o Peppe nunca sugere alerta proativamente (PRD.md §3.2, JS-3).

27.4.4 — Push notification

  • Função — superfície de entrega do produto (lembrete, alerta, resumo).
  • Aplicação — título ≤ 6 palavras + corpo de 1 frase; abre direto no dado, sem filler; carrega a âncora quando a cena pede (18 §18.3.3). O push compete com dezenas de outros — a objetividade da marca é o que o faz funcionar.
  • Acessibilidade — a âncora emoji é anunciada por leitor de tela antes do conteúdo; a copy nunca depende do emoji para o significado (18 §18.3.11).

27.4.5 — App nativo e app store — horizonte

O Peppe hoje é web + WhatsApp; não há app nativo publicado (auditoria-mercado.md §5.1, fraqueza registrada). Logo, a aplicação de marca em app store — ícone de loja, screenshots, descrição, ficha — não existe ainda e não se inventa.

Quando o app nativo for construído (07 §7.6, item 8), a aplicação herda: o símbolo circular como ícone de app (já é o ativo de espaço quadrado — 21 §21.4.2); a régua de screenshots herda a direção de imagem do capítulo 25 (25-direcao-de-imagem.md — proposta existente, a ratificar antes de ir ao ar); a descrição de loja herda a régua de SEO honesto e de voz de 18 §18.3.10 — sem keyword-stuffing, sem clickbait, no vocabulário do problema. Registrado como horizonte.

27.4.6 — Síntese — Físico × Digital × Produto

Eixo do métodoAplica ao Peppe?O que de fato existe
Físico (sinalização, PDV, uniforme, frota, brinde)NãoProduto digital pré-lançamento sem operação física.
Digital (website, app, interface)Sim — é o centroWhatsApp, landing, interface SDUI (web/Design System), voz, push, e-mail.
Produto / packaging / unboxingNão há objeto — mas há equivalenteNão existe embalagem física. O "unboxing" do Peppe é o onboarding conversacional: o primeiro contato é a experiência de abertura da marca (§27.1.2; 18 §18.3.1).

O unboxing do Peppe não é uma caixa — é a primeira conversa. O cuidado que uma marca de produto físico investe na experiência de abrir a embalagem, o Peppe investe no onboarding: abertura neutra de gênero, uma instrução por vez, prova pelo gesto e não pelo currículo, zero setup obrigatório (18 §18.3.1).


27.5 — Boas práticas de entrega

O método pede orientação sobre formatação de arquivos, prazos, orçamento, acompanhamento gráfico e organização dos arquivos finais. Para um produto digital pré-lançamento sem produção gráfica, isso se traduz: acompanhamento gráfico de impressão não se aplica; o que se aplica é a governança de entrega de assets digitais e a régua de revisão.

27.5.1 — O que NÃO se aplica

  • Acompanhamento gráfico de impressão (prova de cor, ajuste de máquina, papel) — não há peça impressa. Lacuna de horizonte: se surgir deck impresso ou brinde, a conversão CMYK/Pantone e o teste de tipografia em papel viram trabalho de execução pontual (22 §22.5, 23 pergunta aberta 1).
  • Orçamento e prazo de produção gráfica — não se aplica. O auditoria-negocio.md §6, §9 registra lacuna total de orçamento de marketing e runway; nenhum cronograma de produção é dimensionável sem isso.

27.5.2 — Formatação e organização de assets digitais

A régua de entrega de assets de marca, herdada do estado materializado e das lacunas dos capítulos visuais:

  • Formato canônico — os ativos de marca vivem como SVG (wordmark peppe-logotype.svg, símbolo logo-circle.svg) e PNG (favicon, variante invertida). O wordmark é um outline SVG fechado — não texto vivo em fonte — e isso deve ser preservado: uma assinatura é um desenho, não uma string componível (21 §21.4.1).
  • Favicon e derivados — pipeline reprodutível: brand/assets/favicon/generate.sh gera favicon-16, favicon-32, favicon.ico por downscale Lanczos (21 §21.4.3).
  • Cor de espaço — HEX é canônico para tudo (22 §22.5). RGB é derivação mecânica. CMYK/Pantone não definidos — não inventar.
  • Lacuna de inventário de entrega21 §21.6 e o fechamento de 21 registram: existem os .svg, mas não consta um arquivo-mestre editável (Figma/Illustrator) nem um pacote de exportação completo (PNG transparente, PDF, versões em uma e duas cores). O inventário de entrega da marca foi delegado ao capítulo 26 · Manual visual e está documentado em 26-manual-visual.md §26.5.4 como lacuna pendente de execução.
  • Régua de uso do logo — tamanho mínimo (wordmark / símbolo 16px), área de proteção, fundo e contraste são proposta de 21 §21.6, ainda a ratificar. Até ratificadas, a aplicação segue o que o Design System pratica.

27.5.3 — Governança de entrega — o fluxo de revisão

Nenhuma peça de marca vai ao ar sem passar pelo par de QA (WORKFLOW.md; 18 §18.4.3). É a "boa prática de entrega" do Peppe:

  1. Produção — quem escreve/desenha aplica o checklist da camada correspondente (18 §18.4.1 para copy; régua visual de 19–24 para visual).
  2. Auditoria — o par QA revisa, read-only, com autoridade de veto. Para copy, o qa-content; para visual, o qa-ui/qa-design.
  3. Vereditoaprovado / request-changes / block.
  4. O filtro de IP é bloqueante e não-negociável. Toda peça — copy, visual, asset, press kit — passa pelo forbidden-terms.md: varredura por substring, por construção estrutural e por teste de associação. Um match não pede ajuste — bloqueia e escala ao orquestrador. Violação de IP é estrutural (18 §18.4.2; 24 §24.3, "a trava de IP" — nenhum grafismo cita assinatura visual da inspiração-fonte).
  5. Agências e parceiros externos passam pelo mesmo fluxo; o checklist é público para auto-verificação antes da entrega.

27.5.4 — Paralelismo voz-forma — a verificação cruzada

Uma boa prática estrutural do Peppe: a aplicação verbal e a visual de uma mesma cena devem bater. V-A ↔ Registro A (profissional); V-B ↔ Registro B (atrapalhado-fiel). A calibragem visual de uma superfície tem de coincidir com a calibragem vocal da mesma cena — divergência é flag, não decisão solo (MANIFESTO.md §2; 14 §14.1.2). Toda entrega de aplicação verifica os dois eixos juntos.

27.5.5 — Critério final de toda aplicação

Antes de qualquer peça ir ao ar, uma pergunta única, herdada do método e calibrada à marca:

Esta aplicação reforça a promessa — "você não vai mais perder o que importa, nem no calendário, nem na conta" — e soa como o mesmo Peppe que o usuário encontra no produto?

Se a peça promete mais do que o produto entrega, ela trai a honestidade de marca (05 §2.3). Se soa como outra voz, quebra a consistência que cria confiança (14 §14.1.4). Se nomeia a inspiração-fonte, é bloqueada. As três verificações são a régua de entrega.


Para o usuário (Product Owner) — bloco de fechamento

Este capítulo consolidou a régua de aplicação da marca a partir do plano de mídia (07), da identidade verbal (14, 18) e da identidade visual (19–24). Como o Peppe é pré-lançamento e o capítulo 07 já registrou que não há estratégia de aquisição cravada, boa parte da aplicação é proposta — listada abaixo. O que volta para você:

Decisões a ratificar (propostas que o corpus não fechou)

  1. O mapa priorizado de pontos de contato em três faixas (§27.1.3). A priorização — críticos / apoio / adiados — é proposta do estrategista, ancorada nas auditorias e na hierarquia de 07 §7.3. Ratifique a divisão em faixas e a ordem dentro de cada uma.
  2. A régua de papelaria digital (§27.2.2). Assinatura de e-mail, template de e-mail, documento institucional digital — todas propostas de aplicação derivadas dos capítulos 19–24, não decisões pré-existentes. Ratifique o escopo.
  3. A régua de redes sociais e identidade de canal (§27.3.1–§27.3.2). É proposta condicionada — só vira régua viva quando houver decisão de qual canal social operar (a proposta de 07 §7.6 é operar um só; qual fica [A confirmar]).
  4. O equivalente de "unboxing" como onboarding conversacional (§27.4.6). A leitura de que o primeiro contato conversacional é a experiência de abertura da marca é síntese do estrategista. Ratifique ou ajuste.
  5. A régua de entrega e governança de assets (§27.5). O fluxo de revisão e o filtro de IP bloqueante são DADO (WORKFLOW.md, 18 §18.4); a aplicação deles a toda peça de marca — incluindo visual e press kit — é a consolidação proposta aqui.

Lacunas que exigem dado ou input do PO

  1. Dependências dos capítulos 25 e 26 — agora existentes, com lacunas remanescentes. Este capítulo foi escrito antes de 25-direcao-de-imagem.md e 26-manual-visual.md; ambos existem. As dependências concretas foram parcialmente resolvidas: régua de fotografia/ilustração (25 §25.4, proposta a ratificar); inventário de entrega de assets (26 §26.5.4, lacuna registrada — arquivo-mestre editável e pacote de exportação ainda não existem); espécimes operacionais e do-and-don't visual (lacuna remanescente no cap. 26, a resolver na rodada de reconciliação). Enquanto a direção de fotografia não for ratificada, fotografia não deve ir ao ar como superfície de marca (19 §19.6, 25 — fechamento).
  2. Orçamento de marketing e runway — lacuna total (auditoria-negocio.md §6, §9). Sem isso, nenhuma aplicação que envolva produção paga ou cronograma é dimensionável; criativos de campanha (§27.3.6) permanecem horizonte.
  3. Modelo de receita e custo unitário — não decididos/medidos. Mantêm a mídia paga adiada por necessidade (07 §7.2).
  4. Estado do gate WABA — a migração WhatsApp Sandbox → Business API é pré-requisito de o canal primário ser ponto de contato de produção (§27.4.1). Gate de negócio aberto.
  5. Contas sociais de marca ativas hoje? [A confirmar] herdado de auditoria-mercado.md §1.1 e 07 §7.6.
  6. Cor canônica do logotipo — pequena inconsistência a reconciliar (assets usam #262626; token de marca é #17171719 §19.6, lacuna 2; 21 §21.6). Afeta a assinatura de e-mail e toda peça que usa o wordmark.
  7. Régua de uso do logo (tamanho mínimo, área de proteção, fundo) — ainda proposta em 21 §21.6, não ratificada. A papelaria digital (§27.2.2) opera sobre ela como proposta.

Perguntas abertas que o método levanta e o corpus não responde

  1. A papelaria física é mesmo descartada de forma definitiva? Este capítulo registrou que cartão, timbrado, crachá, frota e packaging não se aplicam ao estágio e ao modelo do Peppe (§27.2.1). É a resposta fiel ao corpus pré-lançamento. Se houver intenção futura de deck de investidor impresso, brinde ou presença em evento, isso reabre a necessidade de uma régua de impresso (CMYK/Pantone, tipografia em papel) — decisão sua, sem urgência.
  2. A aplicação em app store (§27.4.5) — quando o app nativo for construído, a ficha de loja precisa de screenshots, e screenshots precisam da direção de imagem do capítulo 25. Confirma-se que app nativo é horizonte pós-PoC, não escopo próximo?
  3. brand.peppeai.com vira ponto de contato público? Hoje é superfície técnica/interna. 07 §7.6 (item 7) o lista como candidato a ponto de contato institucional quando o conteúdo amadurecer. Decisão de quando promovê-lo é sua.
  4. Divergência de numeração — registrada, não resolvida. Por instrução do prompt-inicial.md §8, este arquivo é 27-aplicacoes.md (o 27 é o número do prompt de diretriz), e o 00-indice.md lista "27 · Aplicações" — sem conflito neste caso. Capítulos anteriores (05, 08) registraram colisões entre o esquema de prompts e versões antigas do índice; não alterei o 00-indice.md (fora do escopo de escrita). Registrado para sua ciência.