21 · Símbolos e logotipo

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21 · Símbolos e Logotipo

Fontes: brand/guidelines/19-identidade-visual.md §19.1, §19.2, §19.8 · brand/guidelines/15-naming.md · brand/guidelines/11-virtudes-da-marca.md · brand/guidelines/12-arquetipos-da-marca.md · brand/guidelines/01-essencia.md §1.4 · MANIFESTO.md §2, §5, §8 · BRIEFING.md §7 · brand/guidelines/research/auditoria-mercado.md §1.2, §3.2, §5.2 · .claude/ui-design/visual-language.md · design-system/tokens/tokens.css · ativos materializados — design-system/assets/peppe-logotype.svg, brand/assets/logo-circle.svg, brand/assets/logo-circle-white.png, brand/assets/favicon/, design-system/material/brand.html.

Este capítulo responde a uma pergunta de execução visual: qual é a marca gráfica do Peppe — o logotipo, o símbolo reduzido e os sinais que carregam a identidade quando a palavra não cabe. É o primeiro capítulo da Parte IV depois do briefing estratégico (19) e do registro de referências (20).


Uma ressalva de partida — o logotipo não é página em branco

A maioria dos capítulos de logotipo começa do zero: nome decidido, e o desenho a fazer. Este não. O Peppe já tem marca gráfica, e ela já está em produção:

  • O wordmark está desenhado e versionado — design-system/assets/peppe-logotype.svg.
  • O símbolo circular está desenhado e versionado — brand/assets/logo-circle.svg, com a variante para fundo escuro logo-circle-white.png.
  • O favicon tem fonte canônica e pipeline de derivação reprodutível — brand/assets/favicon/.
  • Os três ativos estão aplicados e navegáveis no Design System (designsystem.peppeai.com, página material/brand.html) e no app de chat em produção.

A consequência metodológica segue a precedência de 00-indice.md e repete a do capítulo 19: este capítulo consolida, não inventa. A marca gráfica é, na quase totalidade, DADO — decisão tomada upstream e materializada. Onde aparece PROPOSTA, é porque o corpus tem uma lacuna operacional real — notadamente a régua de uso (área de proteção, tamanho mínimo, usos proibidos), que existe na prática mas não está escrita. O capítulo fixa o que está decidido, propõe o que falta e marca cada proposta no fechamento.

Nota de método. O prompt de diretriz traz dois frameworks — os três pilares de um logotipo profissional (Simplicidade, Diferenciação, Significado) e o processo Overdiamond de quatro etapas (Conceito → Alternativas → Rinha → Refinamento) — além de uma instrução de partida (revisar nome, virtudes e direção visual). O capítulo roda o processo Overdiamond como espinha, precedido pelo ponto de partida que a instrução pede, e fecha auditando o sistema contra os três pilares (§21.8) — porque não se audita um logo antes de documentá-lo.


21.1 — Ponto de partida: nome, virtudes e direção visual

O método manda começar revisando o nome, as virtudes e o moodboard da marca. É o briefing que o logo precisa honrar.

O nome — o logo precisa ler como assinatura de uma pessoa

O nome é Peppe (capítulo 15). Classificação: patronímico estilizado — nome de gente, com um gesto ortográfico autoral (o P duplo). O trabalho estratégico do nome é fazer o produto ser lido como "um quem, não um quê" (15-naming.md §15.1.4): o Peppe é um personagem com voz, não um painel.

Isso já é uma diretriz de logo. Uma marca que se chama como uma pessoa não se identifica com um pictograma corporativo nem com um símbolo abstrato — identifica-se com a palavra escrita, do jeito que uma pessoa escreve o próprio nome. O nome empurra o logo para a família tipográfica e, dentro dela, para o gesto da assinatura.

As virtudes e o arquétipo — o que o logo precisa transmitir

O capítulo 11 fixa quatro virtudes — Honestidade, Prudência, Temperança, Lealdade — e três atributos centrais — Honesto, Antecipatório, Acolhedor. O arquétipo (capítulo 12) é o Cuidador, modulado por Bobo da Corte contido, Mago honesto e Sábio. Cada um desses tem contraparte de logo, desenvolvida em §21.2 e auditada em §21.8.

A direção visual — a gramática V-A / V-B

A "moodboard" que a instrução pede é o capítulo 20 (brand/guidelines/20-moodboards.md). A direção visual vigente vem do capítulo 19 e da régua .claude/ui-design/visual-language.md, alinhada ao que o moodboard consolidou: a gramática de dois registrosV-A (Rigor Funcional, off-white e geometria, o chão) e V-B (Retrofuturista, acento terroso, a nota) — sob a regra estruturante V-A predomina, V-B pontua (MANIFESTO.md §2.3). O logo é um elemento de V-A — sóbrio, monocromático, geométrico —, com um único traço de calor: a natureza manuscrita do gesto.

Que tipo de logo o Peppe é — DADO

A pergunta clássica do briefing de logo — "apenas texto, ou texto com símbolo?" — já tem resposta materializada. O Peppe é:

  • um logotipo tipográfico (wordmark) — a palavra "peppe" escrita —, que é a marca primária;
  • acompanhado de um símbolo derivado — o disco circular —, que é a redução da marca para espaço estreito.

Não é mascote, não é pictograma, não é símbolo abstrato, não é emblema heráldico. É wordmark + símbolo derivado — e o porquê de cada exclusão está em §21.3.


21.2 — Definição de conceito

Overdiamond, etapa 1. O que o logo deve transmitir?

O conceito do logo não se inventa aqui — desce da ideia de marca. O Peppe é a automação ingênua (01-essencia.md §1.4): por fora, um efeito que parece mágico; por dentro, um mecanismo humano, esforçado, sem vergonha de sê-lo. O princípio operacional — "mostra a mão, não a máquina".

Traduzido para o que o logo precisa transmitir:

  • Gesto humano, não interface de máquina. O oposto do logo do Peppe é o wordmark "tecnológico" — geométrico frio, sem mão. O Peppe precisa de uma forma que confesse o gesto de alguém.
  • Uma pessoa de confiança, não uma função. O nome nomeia um quem; o logo precisa nomear o mesmo quem. A forma de logo que faz isso é a assinatura.
  • Calor contido, dentro de uma estrutura calma. O Peppe é Cuidador, não Bobo da Corte solto. O gesto humano precisa estar contido — não exuberante, não decorativo.

O conceito central: o logotipo é uma assinatura

A síntese do conceito é direta: o logotipo do Peppe é uma assinatura manuscrita. A palavra "peppe" escrita à mão — como alguém assina um caderninho —, não composta em fonte. A escrita à mão é a contraparte gráfica exata da automação ingênua: a marca não se apresenta como software, e sim como o gesto de uma pessoa que leu, pensou, anotou e respondeu (01-essencia.md §1.4).

Isso formaliza a leitura que o capítulo 19 propôs (§19.2, decisão a ratificar 19#3) e a eleva a racional oficial do logo — sujeito à ratificação do PO (fechamento, decisão 1).

A moldura elíptica que circunda a assinatura tem função no conceito: ela contém o gesto. Funciona como um selo discreto — estabiliza a escrita cursiva dentro de uma forma geométrica calma. É o encontro que rege a marca inteira: a geometria de V-A segurando o calor de V-B. O logo, sozinho, já é a gramática da marca em miniatura.


21.3 — Geração de alternativas

Overdiamond, etapa 2. As famílias de logo — monograma, tipográfico, abstrato, pictórico, emblema, mascote, dinâmico.

Aqui o método pede exploração divergente. É honesto registrar: o corpus não rodou uma exploração de N rascunhos concorrentes — o logo desceu direto do conceito (§21.2). O que esta seção faz é o trabalho equivalente em modo de consolidação: mapear as sete famílias contra o Peppe, mostrar qual ele ocupa e — sobretudo — quais ele recusa, e por quê. A recusa fundamentada é o pilar Diferenciação em ação (§21.8).

FamíliaO Peppe a usa?Racional
Tipográfico (wordmark)Sim — é a escolha.Nome de gente pede a palavra escrita; assinatura é tipográfica por natureza (§21.2).
MonogramaParcial.O símbolo circular é um monograma derivado — a letra "p" cursiva, inicial do wordmark, vazada num disco. Não é um monograma autônomo de iniciais.
MascoteNão.O Peppe é personagem — mas o personagem mora na voz e na cenografia SDUI, não num desenho fixo. Um mascote congelaria num rosto um personagem de gênero fluido e sem rosto. Anti-clichê deliberado.
PictóricoNão.Calendário, cifrão, sino, carteira, robô — clichês da categoria. O Peppe cruza domínios (agenda × dinheiro); um pictograma fixaria um só e o arquivaria na prateleira do PFM (auditoria-mercado.md §1.2).
AbstratoNão.Um símbolo abstrato genérico — a gota, o swoosh, o nó de "IA" — não carrega significado e é o oposto de uma assinatura humana. Falharia o pilar Significado.
EmblemaParcial.A moldura elíptica tem qualidade de selo. Mas o emblema clássico — brasão, distintivo — é pesado e corporativo, contra o nome de gente. O Peppe usa a moldura como contenção, não como brasão.
Dinâmico / responsivoNão — hoje.Um logo que se reconfigura é plausível num produto SDUI multicanal, mas o sistema vigente é fixo. Registrado como horizonte (fechamento — pergunta aberta 2).

A conclusão é o sistema que §21.4 documenta: wordmark cursivo + símbolo circular derivado. As três recusas mais fortes — mascote, pictograma, abstrato — são as que separam o Peppe da categoria: enquanto o concorrente típico se nomeia e se desenha pelo que faz, o Peppe se nomeia e se desenha como quem faz.


21.4 — O sistema gráfico vigente

Tudo nesta seção é DADO — ativos materializados e versionados.

21.4.1 — O wordmark (design-system/assets/peppe-logotype.svg)

A marca primária. A palavra "peppe" em letra cursiva conectada, de traço caligráfico de espessura modulada, inscrita numa moldura elíptica fina horizontal.

  • Geometria. viewBox 127 × 46 — proporção ≈ 2,76 : 1, horizontal. A moldura é um anel elíptico fino (≈ 4 unidades de espessura no viewBox de 46 de altura) que circunda a assinatura sem tocá-la.
  • Natureza do desenho. O wordmark é um outline SVG fechado — três paths (a sequência cursiva, o traço inicial e o anel) —, não texto vivo em fonte. Isso é decisão correta e deve ser preservada: uma assinatura é um desenho, não uma string componível. (A questão de qual face cursiva, se alguma, originou o lettering fica aberta — ver fechamento, lacuna 2.)
  • Cor. Monocromático, um plano só. Renderizado inline, herda a cor do contexto via currentColor: em repouso, o cinza-escuro ink/primary #171717; quando o wordmark é um link — caso do cabeçalho do Design System —, o estado de hover o leva ao acento âmbar de V-B, accent/amber-bottom #FA4C00. Os arquivos .svg estáticos carregam #262626 cravado — deriva legada a reconciliar (§21.6).
  • Usos observados em produção (DADO). Topbar do DS: 88 × 32 px. Sidebar: 133 × 48 px. Lockup da página de marca: 220 × 80 px. Todos a partir do mesmo viewBox 127 × 46.

21.4.2 — O símbolo circular (brand/assets/logo-circle.svg)

A marca reduzida — para quando o wordmark horizontal não cabe.

  • Geometria. viewBox 48 × 48. Um disco sólido com a letra "p" cursiva — a inicial do wordmark — vazada em negativo (fill-rule: evenodd — o disco menos o glifo). É o monograma derivado de §21.3.
  • Papel. O ativo de espaço quadrado e estreito: favicon, ícone de aplicativo, avatar de canal, bullet de marca.
  • Variante. brand/assets/logo-circle-white.png — versão invertida, para aplicação sobre fundo escuro.

21.4.3 — Favicon e ícone de aplicação

  • Fonte canônica. brand/assets/favicon.png — 48 × 48 RGBA, o símbolo circular rasterizado.
  • Derivados. Gerados pelo script brand/assets/favicon/generate.sh: source.png, favicon-16.png, favicon-32.png e favicon.ico (multi-resolução 16 + 32, downscale Lanczos).
  • O pipeline ser reprodutível e versionado é DADO e boa prática — um derivado nunca diverge da fonte por edição manual.

21.4.4 — Hierarquia, lockup e o que não existe

O sistema tem dois ativos com papéis separados:

  • Wordmark — a marca onde há largura horizontal: cabeçalho, capa, assinatura de peça, rodapé.
  • Símbolo circular — a marca onde só há um quadrado pequeno: favicon, ícone de app, avatar.

Decisões a registrar:

  • Não há um lockup combinado (wordmark + símbolo lado a lado) — e não precisa haver. A arquitetura da marca é monolítica (15-naming.md §15.1.3): há uma marca. O wordmark já é a marca completa; o símbolo é a sua redução, não um companheiro a travar ao lado.
  • Não há lockup logo + tagline. A página material/brand.html exibe o nome, uma tagline ("cuida disso por você — sem você precisar pensar nisso.") e o wordmark como elementos separados, não travados num bloqueio. Se peças de marketing exigirem um lockup logo + assinatura verbal, ele não está definido — gap (fechamento, lacuna 3). A tagline em si é matéria dos capítulos verbais (14, 16, 17), não deste.

21.5 — Rinha e bullying de ideias

Overdiamond, etapa 3. Levar o logo ao limite — preto e branco, redução, distância, a "criança que desenha".

O método pede para tentar destruir o logo e ver o que sobrevive. Stress-test honesto do sistema vigente:

  • Preto e branco / monocromático — PASSA de origem. O logo já é monocromático por construção: não tem cor própria, herda currentColor, não tem gradiente nem sombra a perder. O teste que costuma reprovar logos coloridos aqui é trivial — começar o desenho em PB foi, na prática, o estado inicial e final.
  • Redutibilidade — PONTO DE ATENÇÃO REAL. O wordmark é cursivo, conectado, de traço fino. Letra cursiva fecha os contornos antes da letra de forma. Abaixo de ~88 px de largura (o menor uso observado em produção), a palavra "peppe" começa a empastar. A resposta do sistema é o símbolo circular: abaixo do mínimo do wordmark, usa-se o disco. A fragilidade do cursivo é real — e está resolvida pela divisão de trabalho entre os dois ativos. O que falta é escrever o limiar (§21.6).
  • O disco em tamanho mínimo (favicon 16 px) — PASSA, com ressalva. O fragmento vazado é uma forma simples e sobrevive. A 16 px o recorte lê mais como mancha do que como letra — aceitável num favicon, onde o reconhecimento é por forma + cor, não por leitura.
  • "Uma criança consegue desenhar?" — tensão declarada. O disco com um risco dentro: sim. O wordmark cursivo: não literalmente — mas assinatura nenhuma passa nesse teste, e não deve. Uma assinatura é, por definição, um gesto pessoal não-reproduzível; é justamente isso que ela transmite. Aqui o critério genérico do método colide com o conceito da marca, e o conceito prevalece (prompt-inicial.md §7). A redutibilidade exigível recai sobre o disco, que a entrega.
  • Distância e fundo adverso. O wordmark depende de contraste; como herda currentColor, funciona sobre qualquer fundo que contraste. O disco lê melhor de longe (massa sólida). O elo frágil é o cursivo sobre fundo de baixo contraste, sobre foto ou sobre a textura de pontos — administrado pela régua de uso (§21.6).

Veredito. O logo sobrevive ao bullying — não porque cada ativo é invencível, mas porque o sistema tem a peça certa para cada limite. A fragilidade do cursivo é honesta, conhecida e coberta pela troca para o disco.


21.6 — Refinamento e régua de uso

Overdiamond, etapa 4. Ajustes de proporção e forma — aqui, operacionalizados como régua de uso.

O desenho está refinado e fixo. O que falta é a régua de aplicação: hoje ela existe na prática do Design System, mas não está escrita. Esta seção é, portanto, majoritariamente PROPOSTA, a ratificar.

Cor canônica — PROPOSTA (resolve a lacuna 19#2)

O logo não carrega cor própria — é monocromático e herda o contexto via currentColor. O comportamento de cor tem dois estados:

  • Repouso. Sobre superfície clara (V-A base, off-white): ink/primary #171717 — o cinza-escuro da marca. Sobre superfície escura: ink/inverse #F7F7F7, ou o ativo logo-circle-white.
  • Interativo. Quando o wordmark é um link — caso do cabeçalho do Design System —, o hover o leva ao acento âmbar de V-B: accent/amber-bottom #FA4C00. Isso não é exceção à régua de cor — é a régua V-A predomina, V-B pontua aplicada ao próprio logo: o cinza-escuro governa o repouso, o âmbar pontua exatamente no instante da interação. Fora desse caso (logo usado como link), o logo não recebe acento, cor funcional nem cor decorativa.

O #262626 cravado nos arquivos .svg estáticos é deriva legada — anterior ao token ink/primary. Recomendação: reconciliar os arquivos para currentColor (preferível — segue o contexto, em repouso e em hover) ou para #171717. Decisão a ratificar.

Tamanho mínimo — PROPOSTA

  • Wordmark: largura mínima 88 px — o menor uso já validado em produção. Abaixo disso, trocar pelo símbolo circular.
  • Símbolo circular: 16 px (o piso do favicon).

Área de proteção — PROPOSTA

  • Wordmark: margem livre ao redor ≥ a altura do bloco da assinatura ÷ 2 (≈ a altura de uma haste "p"). Nada — texto, outro logo, borda — invade essa faixa.
  • Símbolo circular: margem livre ≥ 25% do diâmetro.
  • Os dois valores se acomodam à escala de espaçamento de 8 px do sistema.

Fundo e contraste

  • Habitat default: superfície clara de V-A. Sobre fundo escuro, versão invertida.
  • Sobre acento V-B (âmbar) ou sobre foto: só com contraste WCAG suficiente; na dúvida, preferir o disco ou a inversão.
  • Não aplicar o logo sobre a textura de pontos (pattern.svg) nem sobre fundo de baixo contraste.

Usos proibidos

  • Recolorir fora da política de cor de §21.6 (repouso monocromático + hover âmbar quando o logo é link); aplicar gradiente.
  • Aplicar sombra própria ao logo — o logo é tinta, não superfície: não pousa, não flutua. (Coerente com a régua de que sombra pertence só a elemento interativo — 19-identidade-visual.md §19.5.)
  • Distorcer a proporção (127 × 46 é fixa), rotacionar, inclinar.
  • Separar a assinatura da moldura, ou reorganizar os elementos — o wordmark é um bloco único.
  • Recriar a assinatura cursiva com fonte viva, ou usar o cursivo como texto corrido.

21.7 — Além do logotipo: a tecla como assinatura secundária

Pilar — vá além do logotipo: assinaturas visuais e símbolos secundários que carregam o significado da marca.

O Peppe tem um segundo sinal de marca, e ele é forte: a tecla — o botão tátil retrofuturista do registro V-B. O capítulo 19 (§19.2, decisão a ratificar 19#1) propôs promovê-la a assinatura proprietária e delegou a formalização a este capítulo. Aqui ela se formaliza.

  • O que é. Um objeto de três camadas, materializado em design-system/tokens/tokens.css: socket (o encaixe, com overlay de ambiente sutil), rim (o anel de profundidade em borgonha escuro #5F0000) e cap (o topo em âmbar saturado, com bisel e estado pressed que afunda). Raios próprios — socket/rim/cap 18/16/14 px (variante grande), 14/10/8 px (compacta).
  • Por que é assinatura de marca. A tecla carrega identidade mesmo quando o logo não está em cena (19-identidade-visual.md §19.8). É o ponto onde o retrofuturismo do Peppe se concentra — um controle de hardware analógico vestindo tecnologia —, e nenhum concorrente do benchmark tem nada parecido (auditoria-mercado.md §5.2). É o ativo mais proprietário do sistema visual.
  • Formalização. A tecla é a assinatura visual secundária do Peppe — ao lado do wordmark e do símbolo circular. Não é logo: não identifica a marca nominalmente, não substitui o wordmark. É um sinal de marca — reconhecível, ownable, recorrente. DADO quanto à matéria (tokens em produção); PROPOSTA quanto ao status formal de "assinatura de marca" — a ratificar (fechamento, decisão 4).
  • Fronteira. A tecla é assinatura, não selo de certificação e não ícone de UI. A especificação completa da tecla como grafismo — anatomia, estados, régua de aplicação — é entrega do capítulo 24 (Grafismos); este capítulo apenas a reconhece no sistema de sinais.

Selos de certificação. Não se aplicam: o Peppe é pré-lançamento, sem certificação, selo regulatório ou auditoria a exibir. Marcas de confiança (LGPD, segurança, privacidade) são plausíveis com a operação pública — lacuna de horizonte para os capítulos 26/27, não para agora.


21.8 — Os três pilares: auditoria final

Os três pilares de um logotipo profissional — a régua de qualidade contra a qual o sistema é medido.

Simplicidade — PASSA

O logo é monocromático, de geometria mínima — uma palavra e uma elipse; um disco e um risco —, sem ornamento, sem gradiente, sem sombra. É redutível (com a régua de §21.6), aplicável em qualquer contexto que currentColor alcança, e atemporal: a cursiva manuscrita e a geometria pura não são tendência de interface — não envelhecem com o ciclo de UI. Ressalva honesta: o cursivo conectado cobra a régua de tamanho mínimo — sem ela, a simplicidade quebra no tamanho pequeno.

Diferenciação — PASSA

Num mar de nomes-função (MeuAssessor, ZapGastos, Organizze) e de logos-função (calendário, cifrão, robô), um wordmark de assinatura humana é, por si só, contraste de categoria. As três recusas de §21.3 — sem mascote, sem pictograma, sem abstrato — são a evidência concreta da diferenciação. Ressalva honesta: o cursivo dentro de moldura elíptica é um padrão que existe no mundo (selos vintage, marcas artesanais). A diferenciação do Peppe não está no formato isolado — está no formato dentro do sistema: o wordmark + o off-white de V-A + o calor pontual de V-B + a tecla. É a mesma verdade sistêmica que o teste de força do capítulo 19 já havia registrado (§19.8): a força proprietária do Peppe é do conjunto, não de uma peça solta.

Significado — PASSA

O logo encarna a ideia de marca, traço a traço:

  • A escrita à mão"mostra a mão, não a máquina" (a automação ingênua, 01-essencia.md §1.4); a virtude Honestidade.
  • A assinatura"um quem, não um quê" (15-naming.md §15.1.4).
  • A moldura geométrica calma contendo o gesto → o encontro V-A × V-B; a virtude Temperança.
  • O monocromático, sem truque de cor → a Honestidade de novo: o efeito é a forma, não um artifício.

Cada peça do logo aponta para uma decisão de marca tomada upstream. Não há elemento gratuito.


Para o usuário — fechamento

Este capítulo consolidou a marca gráfica já materializada e em produção, e formalizou duas decisões que o capítulo 19 havia deixado em aberto. O que segue voltou para você.

Mapa de execução — o que os capítulos seguintes fecham

Este capítulo fixa o sistema de logotipo e símbolos. A especificação da tecla como grafismo (anatomia, estados, régua) é do capítulo 24; a paleta completa, do 22; o conjunto tipográfico — incluindo a questão do trio e da fonte cursiva —, do 23; o manual visual operacional consolida tudo no 26.

Decisões a ratificar — propostas que o corpus não fechou

  1. O racional "o logotipo é uma assinatura manuscrita" (§21.2) como conceito oficial do logo. Formaliza a proposta de leitura aberta em 19#3.
  2. Cor canônica do logo (§21.6): em repouso, monocromático via currentColor#171717 sobre claro, #F7F7F7 sobre escuro; quando o wordmark é link, hover no acento âmbar de V-B #FA4C00. Reconciliar os arquivos .svg estáticos, hoje cravados em #262626. Resolve a lacuna 19#2.
  3. A régua de uso (§21.6) — tamanho mínimo (wordmark 88 px / símbolo 16 px), área de proteção, fundos e usos proibidos — é integralmente proposta. Ratificar ou ajustar antes de o capítulo 26 consolidar.
  4. A tecla como assinatura visual secundária formal (§21.7). Formaliza a proposta 19#1; a especificação detalhada cabe ao capítulo 24.
  5. O tipo de logo oficial — wordmark tipográfico + símbolo circular derivado, sem mascote e sem pictograma (§21.3). Ratificar em especial a recusa do mascote, já que o Peppe é um personagem — a decisão é que o personagem mora na voz e na cenografia, não num desenho fixo.

Lacunas — dependem de dado ou input do PO

  1. O capítulo 20 (Moodboards) está escrito (brand/guidelines/20-moodboards.md). A "direção visual" desta etapa foi lida do capítulo 19 e da régua visual-language.md — alinhada ao que o moodboard consolidou. Não há lacuna de reconciliação.
  2. Origem do wordmark cursivo. O wordmark é um outline SVG fixo. Não consta se a assinatura foi lettering original ou derivada de uma face cursiva — há a fonte Sarina-Regular.ttf nos assets do Design System, excluída da gramática de UI (visual-language.md — Mono e accent script fora de escopo), mas presente no repositório. Confirmar a origem do desenho. Liga-se à lacuna 19#3 e ao capítulo 23.
  3. Lockup logo + tagline. Não está definido (§21.4.4). Além disso, a tagline exibida em material/brand.html ("cuida disso por você…") diverge da promessa do prompt-inicial ("Você não vai mais perder o que importa…") — matéria dos capítulos verbais (14/16/17), apenas sinalizada aqui.
  4. Arquivos-fonte de entrega. Existem os .svg. Não consta um arquivo-mestre editável (Figma / Illustrator) nem um pacote de exportação (PNG transparente, PDF, versões em uma e outra cor). O inventário de entrega da marca é trabalho do capítulo 26.
  5. Selos de certificação e versão impressa. Não se aplicam ao estágio pré-lançamento — lacunas de horizonte para os capítulos 26/27.

Perguntas abertas — do método, que o corpus não responde

  1. O símbolo circular precisa de um nome canônico? Hoje é "logo-circle" / "símbolo circular" — descrição de arquivo, não nome de marca. Decidir se o disco ganha um nome próprio ou permanece "o símbolo".
  2. Logo dinâmico / responsivo. O método lista a família "dinâmicos"; o sistema vigente é fixo. Num produto SDUI multicanal, um logo que se reconfigura por contexto é um horizonte plausível — confirmar se há intenção, ou se fica fora de escopo.