20 · Moodboards
Fontes:
MANIFESTO.md§1, §2, §5, §7 ·.claude/ui-design/visual-language.md·brand/guidelines/01-essencia.md§1.4 ·brand/guidelines/11-virtudes-da-marca.md·brand/guidelines/12-arquetipos-da-marca.md·brand/guidelines/13-brand-persona.md§13.4 ·reference-files/aesthetic/— acervo visual curado pelo Product Owner (8 pastas, ~140 arquivos, ~118 imagens únicas auditadas uma a uma neste capítulo).Este capítulo dá à marca a sua estrela-guia visual. Não decide a identidade — o MANIFESTO §2 já decidiu. Ele faz o trabalho anterior à identidade: organiza, em referências concretas, o sentimento que a identidade visual precisa transmitir, para que os capítulos seguintes — Símbolos, Paleta, Tipografia, Grafismos — tenham um chão visual estável sobre o qual operar.
Nota de método
- A curadoria já foi feita. O Prompt-20 pressupõe orientar uma coleta de referências do zero. Aqui ela não existe do zero: o PO já montou o acervo
reference-files/aesthetic/— 8 pastas, ~118 imagens únicas (a pastalote2-resizedreplicalote2em outro formato). O trabalho deste capítulo não é coletar — é auditar, organizar e filtrar esse material real contra a gramática da marca. Cada imagem citada existe no repositório; os valores hex são extração aproximada por leitura de imagem, não medição de token. - O caminho conceitual já está fechado. O método pede explorar "2 ou 3 caminhos conceituais" e escolher um. O corpus já escolheu: o
MANIFESTO.md §2fixou a gramática visual dual — registros V-A (Rigor Funcional / Rams) e V-B (Retrofuturista). Este capítulo reflete essa decisão, não a reabre (prompt-inicial.md §7). Os dois registros não são caminhos concorrentes — são as duas faces de um único caminho. - Capítulo upstream já produzido. O capítulo 19 · Identidade visual está escrito e em vigor (
brand/guidelines/19-identidade-visual.md). A moldura visual usada neste capítulo é derivada doMANIFESTO §2e dovisual-language.md, alinhada ao que o 19 consolidou. - Tokens não se decidem aqui. Valores cromáticos e numéricos exatos são responsabilidade do
ui-designerno ciclo de extração de tokens (capítulo 22 · Paleta de cores;visual-language.md §5). Este capítulo dá direção de extração, não fixa token. - Cinema citado é referência-seed, não a inspiração-fonte. As obras de cinema nomeadas adiante — 2001, Alien, Os Jetsons, a burocracia visual de Loki — são referência estética nomeada pelo próprio
MANIFESTO §2.2. Não são a inspiração-fonte da marca. A inspiração-fonte permanece backstage e não é nomeada (MANIFESTO §8). - DADO vs PROPOSTA. A gramática V-A/V-B e a paleta terrosa são DADO (
MANIFESTO §2,visual-language.md). O rótulo da Big Idea (§20.1), a nomeação dos dois sentimentos (§20.3) e a seção de imersão (§20.4) são PROPOSTA a ratificar — ancoradas em evidência, listadas no fechamento.
20.1 — A Big Idea: o conceito que governa o olhar
Todo moodboard precisa de um conceito-semente: uma expressão curta que diz, antes de qualquer imagem, qual sentimento está sendo procurado. O do Peppe nasce de uma mistura de dois conceitos que o mercado costuma tratar como opostos.
O primeiro conceito — Rigor Funcional. A disciplina do funcionalismo: Dieter Rams, a Braun dos anos 60-70, a herança Bauhaus. Forma serve à função, geometria matemática, off-white e cinzas industriais, zero ornamento. É a estética da competência — do objeto que não precisa se explicar.
O segundo conceito — Calor Retrofuturista. O futuro otimista que os anos 60-70 imaginaram e nunca chegou: terroso, analógico, com corpo físico. Não o futuro frio e asséptico da ficção científica distópica — o futuro desejado, doméstico, com cadeira laranja e planeta visível pela janela.
A maior parte das marcas escolhe um dos dois. Quem fica só no rigor vira Rams genérico — correto e sem alma. Quem fica só no calor vira nostalgia decorativa — quente e sem espinha. A Big Idea do Peppe é a fusão deliberada dos dois, e ela já está escrita no MANIFESTO §2: "o futuro que o passado imaginou, executado com a disciplina de quem projetou aparelho Braun nos anos 70."
A Big Idea, cristalizada em duas palavras: Funcionalismo afetivo.
O rigor é o método; o afeto é o motivo. Um aparelho sério, feito com cuidado para uma pessoa — não para uma linha de montagem.
A metáfora-mãe — o aparelho. Auditadas as ~118 imagens, há um centro de gravidade que aparece sozinho, sem ter sido procurado: o Peppe se materializa melhor como um aparelho — um objeto de design com corpo próprio, peso, e um mecanismo honesto à vista. Rádio Braun, gravador de campo, instrumento de precisão. Não um widget, não um app genérico, não uma tela. Essa metáfora não é decoração — ela carrega a ideia de marca: a automação ingênua (01-essencia.md §1.4) é, por definição, um aparelho cujo mecanismo se vê funcionar. O Peppe mostra a mão; um aparelho mostra a engrenagem. A estrela-guia visual do moodboard é, literalmente, o aparelho de confiança.
Tudo o que vem a seguir — as seis áreas de curadoria, o filtro crítico — se mede contra esta pergunta única: isto parece um aparelho de confiança, feito com rigor e com afeto?
20.2 — Curadoria do material gráfico
O moodboard se organiza em dois painéis — um por registro — e seis áreas de curadoria que atravessam os dois. O Painel V-A é o chão; o Painel V-B é a nota. A regra de proporção do MANIFESTO §2.3 — V-A predomina, V-B pontua — governa não só o produto, mas o próprio moodboard: a maior parte das referências que ficam é V-A, e o V-B entra como acento.
20.2.1 — Cores
O chão (V-A). Off-white e cinzas industriais. A referência mais direta e útil do acervo inteiro é UI/_ (4).jpeg — uma paleta com swatches nomeados e hex legíveis: Palladian #EEE9DF (off-white base), Oatmeal #C9C1B1 (cinza industrial intermediário). O artefato lote3/Surfaces@2x.png — extração do próprio Design System do Peppe — confirma o off-white quente #F0EDEA como superfície. Os pôsteres editoriais de Rams (Graphic Design/SearchSystem™.jpeg) e as fotografias B&W da Braun (Physical/Braun RT20..., Physical/The Designs that Forged an Icon...) ancoram o cinza quente médio (~#9A9080) e o preto funcional (~#1A1A1A).
A nota (V-B). Terrosos quentes saturados, como acento. A âncora canônica não é uma referência externa — é um artefato do próprio Peppe: lote3/Primary Button States@2x.png fixa o laranja-terracota #D94F20 do botão primário. É o tom de referência; tudo o mais orbita em torno dele. A família se confirma em escala: laranja-âmbar (UI/_ (4) Burning Flame #FFB162; UI/_ (6) #EE6C29; o laranja Braun ~#E85000 recorrente em Graphic Design/_ (18), Physical/dasprogramm, Physical/超拟物图标, Physical/Retro style Radio), terracota profunda (UI/_ (4) Truffle Trouble #A35139; ~#C04820 nos interiores de Environment/), e âmbar-mostarda (Physical/_ (10) Sony amarelo ~#E8C84A; mostarda ~#D4A010 recorrente nos interiores retrofuturistas).
Cor funcional. Um vermelho de ação crítica (~#CC1A0A) aparece de forma notavelmente consistente como o botão de gravação dos aparelhos físicos (Physical/_ (17), lote2/VB-neomorphism3, Physical/- leManoosh) e como a tecla isolada num teclado neutro (lote2/VB-neomorphism... keyboard ESC terracota). É a paleta funcional do visual-language.md §2.1 confirmada na natureza: a cor de alerta nunca é decoração — é o ponto de ação.
Flag — a nota fria. Um padrão recorrente e fora da gramática: turquesa, teal, azul-aço e roxo aparecem em dezenas de referências do acervo — UI/_ (6) Moonstone #7AA6B3, o turquesa de Graphic Design/"My Oasis"..., os interiores turquesa de Environment/, o verde-Wise de lote2/VA-minimalism3. A gramática vigente (visual-language.md §2.2) admite apenas terrosos quentes no V-B. Recomendação deste capítulo: manter a régua quente. A recorrência da nota fria é registrada como sinal — decisão a ratificar no fechamento.
20.2.2 — Tipografias
As faces já estão decididas — visual-language.md §4.4 fixou o pareamento Instrument Sans (sans editorial, corpo e UI) + Fraunces (serif de sabor retrô-70s, display). O moodboard não propõe faces novas; confirma o sabor e os movimentos de composição.
O sabor a buscar. Editorial, setentista, funcional — nunca decorativo. As referências mais ricas: Graphic Design/_ (2).jpeg (espécime da fonte Mondorama — bilhete de embarque e display condensado), Graphic Design/SearchSystem™.jpeg (grotesca ultra-bold editorial de pôster de museu), Graphic Design/_ (32).jpeg, Graphic Design/Vintage Car Poster..., Graphic Design/_ (18).jpeg.
Os movimentos de composição a extrair:
- Hierarquia por peso e escala, não por cor.
lote2/VA-minimalism11(relógio monocromático): o tamanho é a hierarquia inteira. - Numeral monumental como elemento gráfico.
Graphic Design/_ (32).jpeg(o "09" gigante),UI/_ (5).jpeg(a data como numeral dominante),UI/Eli Guerron...(a hora em escala máxima). O dado importante ocupa o centro da tela e é a composição. - Rótulo funcional minúsculo e ultralight. As etiquetas dos knobs Braun em
Physical/dasprogramm shop_ Braun design.jpeg— "ein aus / phono / lang" — são o modelo de como um label de interface deve ser escrito: mínimo, discreto, informativo.
Flag — o monospace. Várias referências de tipografia puxam para o monospace (terminal, bilhete de embarque, display de tempo). O monospace foi excluído da gramática (visual-language.md §4.4 — a proposta de Martian Mono foi cortada, "Variante A"). O monospace nas referências alimenta metáfora e grafismo (o display de dado, o terminal técnico), não a decisão tipográfica. O pareamento Instrument Sans + Fraunces permanece o contrato.
20.2.3 — Texturas
A régua é dura (MANIFESTO §2.4, visual-language.md §2.2): textura é sempre pontual, nunca tapete. Toda referência de textura é lida sob essa restrição.
- V-A — quase nenhuma textura. A superfície V-A é trabalhada por luz, não por matéria.
lote3/Surfaces@2x.pnge o cockpit branco deEnvironment/_ (26).jpegmostram o ideal: superfície lisa, volume vindo só de sombra direcional. - V-B — textura como matéria pontual. Três texturas canônicas, todas vindas de objeto físico fotografado:
- Grade de pontos circular (dot matrix). A assinatura Braun —
Physical/Braun RT20...,Physical/The Designs that Forged an Icon...,Physical/Ramsophone...,Physical/超拟物图标.... A textura mais característica do acervo. - Ripas verticais paralelas (slats).
Physical/THIS METALLIC RECORD PLAYER...— ritmo visual sem ornamento, geometria que é função. - Alumínio escovado horizontal. A linha teenage engineering —
Physical/teenage engineering - field system™.jpeg(as duas). Matéria que aquece o objeto sem cor.
- Grade de pontos circular (dot matrix). A assinatura Braun —
- Grão como pátina. Grão de filme e de papel nos pôsteres (
Graphic Design/_ (32),Vintage Car Poster,Graphic Design Ideas...) e grão serigráfico (Graphic Design/_ (35).jpeg). Útil como pátina sutil — sempre contida, nunca como fundo de tela. - Flag.
UI/748897...webpusa fotografia como fundo de tela inteiro — anti-padrão "textura como tapete". Fora.
20.2.4 — Estilo de imagem
O movimento dominante e mais coerente do acervo: objeto sobre fundo limpo, com luz direcional única.
- Fotografia editorial de produto, B&W ou off-white.
Physical/Braun RT20...,Physical/The Designs that Forged an Icon...,Graphic Design/SearchSystem™.jpeg. O objeto isolado, reverenciado, sem cenário. - Render fotorrealista de aparelho.
Physical/Dieter Rams, futurustic...jpeg,Physical/Retro style Radio...,Photo/Loki computer...(o computador esférico terracota). O aparelho que não existe, fotografado como se existisse. - Retrato editorial retrofuturista.
Photo/_ (7).jpeg— pessoa com capacete de visor âmbar sobre fundo off-white. É a imagem hero do acervo inteiro: a gramática V-A/V-B inteira em uma só fotografia (off-white domina, âmbar pontua). - Ambiente como cenografia.
Environment/_ (26).jpeg(cockpit branco),Environment/2001 A Space Odyssey...,Environment/When you want to binge-watch Star Trek.... - Flag. Blob gradiente (
lote2/VA-minimalism5), ícones 3D coloridos (lote2/VA-minimalism13), iridescência prismática (Photo/When your energy...). Fora — anti-padrões diretos.
20.2.5 — Grafismos
- Glifos geométricos puros. Círculo, arco, retângulo —
Graphic Design/_ (36).jpeg. Stroke único, geometria limpa. É a linguagem de ícone dovisual-language.md §4.5. - Sistema de ícones — referência canônica.
Physical/超拟物图标 _ Rams System Icons __ Behance.jpeg: uma grade inteira de ícones aplicando gramática V-A + acento laranja sistemático. A melhor referência direta para o futuro sistema de ícones do Peppe. - A grade de pontos como dado.
UI/_ (5).jpeg— calendário onde os dias são dots e o dia de hoje é o único dot laranja. Grafismo que é informação. - Dial, escala numérica, toggle, ripas. O vocabulário do aparelho físico —
Physical/Retro style Radio...,Physical/_ (13).jpeg(hub com slider laranja). - Numeral monumental.
Graphic Design/_ (32).jpeg— o número como peça gráfica central. - Arcos concêntricos / varredura.
UI/_ (24).jpeg(sonar de Alien),UI/_ (37).jpeg(terminal da TVA). Vocabulário para estados de processamento e varredura. - Dataviz minimalista. Barra única de acento num gráfico neutro (
UI/original-6c36f8c5...webp), barras de linhas verticais (UI/HOME.jpeg). Dado destacado por um acento, nunca por arco-íris. - Flag. Neumorphism (sombra dupla simétrica) — recorrente e proibido (ver §20.3); ícones ilustrativos complexos.
20.2.6 — Metáforas visuais
A área mais fértil — e a que mais conecta o moodboard ao produto. Cada metáfora abaixo emergiu repetidas vezes no acervo e tem ancoragem direta na alma da marca.
- O aparelho de confiança. O Peppe como objeto de design doméstico, de corpo próprio —
Graphic Design/_ (18).jpeg,Physical/dasprogramm...,lote2/VB-neomorphism2(o app explicitamente "inspirado em Dieter Rams"). Não um software sem corpo. - O botão único que acorda o sistema. Campo neutro + um ponto quente de ação — a tecla ESC terracota num teclado branco, o único botão laranja num painel off-white, o único dot laranja no calendário. É a regra "V-A predomina, V-B pontua" virada metáfora.
- O gravador — push-to-whisper.
lote2/VB-neomorphism3,Physical/_ (17),Physical/- leManoosh.jpeg(literalmente rotulado "PUSH-TO-WHISPER"). Metáfora direta da entrada por voz (UC-14): você sussurra, o aparelho captura. - O painel de controle / cockpit.
Environment/_ (26).jpeg,Environment/_ (25).jpeg,Environment/an IT control room... wes anderson.... O usuário no comando; o Peppe opera os instrumentos nos bastidores — exatamente o escudeiro do12.6. - A leitura tabular de dados de missão.
UI/_ (37).jpeg— o terminal com colunas EVENT#/DATE/TIME/LOCATION. Diretamente relevante para a leitura de fatura de cartão (N3): dado denso apresentado com calma e autoridade. - A agulha que lê o sulco.
Physical/THIS METALLIC RECORD PLAYER...— interpretação de dado analógico em tempo real. A automação ingênua: o mecanismo trabalha à vista. - A mão que sustenta.
Graphic Design/Katers 9 lives_.jpeg(a mão segurando o átomo) — recorrente em três referências distintas. O escudeiro que segura, nas próprias mãos, os compromissos do usuário. - O cotidiano cósmico.
Environment/Mi cocina en otro mundo.jpeg,Environment/When you want to binge-watch Star Trek.... O miúdo da vida — café, TV, poltrona — num contexto maior, sem perder o aconchego. O Peppe organiza o pequeno; o horizonte é grande. - O semáforo âmbar — o estado pendente.
Graphic Design/HOLD THAT THOUGHT...— o sinal de "aguarde" como objeto. Estado de sistema, não decoração.
20.3 — O olhar crítico: quem fica e quem sai
O moodboard só funciona se cada elemento contribuir para a harmonia geral. Auditado o acervo, pouco mais de um terço das ~118 imagens sustenta a gramática com força suficiente para entrar. O resto sai — e o motivo de saírem é informação de marca.
O que sai — três grupos fora da gramática
- Neumorphism. O grupo mais numeroso. Sombra dupla simétrica (clara em cima + escura embaixo, mesma intensidade, sem direção de luz) —
UI/0480d09...webp,UI/original-0b58...webp,UI/original-1e93...webp,UI/original-8a71...webp, e mais da metade da pastalote2/VB-neomorphism*. É anti-padrão explícito (visual-language.md §0,anti-patterns.md §7). - Gradiente colorido vibrante.
Graphic Design/911 poster.jpeg,Graphic Design/_ (28).jpeg(logo arco-íris),Physical/Polaroid One Step...(listras arco-íris),lote2/VA-minimalism5(blob),lote2/VA-minimalism13(dark + gradiente). Anti-padrão de cor (MANIFESTO §2.4). - Paleta fora da gramática. Dashboards de fundo azul, teal, roxo ou sage —
lote2/VB-neomorphism6/8/12,UI/748897...webp, as telas de fundo colorido emUI/HOME.jpegeUI/Ultimate Financial Management Tool..., os fintech verde/teallote2/VA-minimalism3/7/8/9.
O achado estratégico
As referências que sobrevivem ao filtro não são as telas digitais — são os objetos físicos. O mercado de produto digital atual produz, esmagadoramente, dashboards azuis e fintechs teal. A gramática do Peppe não vive ali. Ela vive no hardware fotografado com luz direcional real — o rádio Braun, o gravador de campo, o instrumento teenage engineering. Esse é o centro de gravidade do moodboard, e ele confirma a metáfora-mãe da §20.1: o Peppe é um aparelho, não uma tela.
Um corolário, vindo da própria curadoria do PO: a pasta foi rotulada VB-neomorphism, mas a gramática proíbe neumorphism. A auditoria mostrou que metade dessa pasta é neumorphism descartável — e que as quatro imagens fortes dela (VB-1, VB-2, VB-3, VB-11) não são neumorphism: são hardware físico com luz direcional única. O que o rótulo procurava não era neumorphism — era tridimensionalidade física: a sombra real de um botão sob uma janela, não a sombra dupla simétrica de um efeito de CSS. A distinção é a do visual-language.md §0, e o moodboard a confirma como decisão sã.
Âncora — os artefatos do próprio Peppe
lote3/Primary Button States@2x.png e lote3/Surfaces@2x.png não são inspiração: são o estado atual do Design System. Fixam o laranja-terracota #D94F20 e o espectro de elevação V-A. Em qualquer conflito entre uma referência externa e o que esses dois artefatos mostram, o lote3 prevalece.
Os dois painéis e o sentimento de cada um
Um moodboard precisa transmitir um sentimento claro. O do Peppe são dois, em calibragem:
- Painel V-A — Rigor Funcional. Heróis:
lote2/VA-minimalism1(tributo a Rams),lote2/VA-minimalism11(relógio monocromático),Graphic Design/SearchSystem™.jpeg,Physical/Braun RT20...,Physical/The Designs that Forged an Icon...,Environment/_ (26).jpeg(cockpit branco),lote3/Surfaces@2x.png. Sentimento: competência silenciosa. Confiança sem alarde. O chão. - Painel V-B — Retrofuturista. Heróis:
lote2/VB-neomorphism2(o aparelho "inspirado em Dieter Rams"),lote2/VB-neomorphism3(gravador),Environment/2001 A Space Odyssey...,Photo/_ (7).jpeg(capacete de visor âmbar),Photo/Loki computer...,Graphic Design/_ (32).jpeg,Environment/When you want to binge-watch Star Trek...,Physical/Retro style Radio...,Physical/teenage engineering...,lote3/Primary Button States@2x.png. Sentimento: calor otimista. O futuro gentil, o aconchego. A nota.
O moodboard inteiro é a calibragem entre os dois. O sentimento-síntese, em uma frase: um aparelho sério, feito com afeto — competente e quente ao mesmo tempo, que é precisamente o funcionalismo afetivo da §20.1.
20.4 — Imersão: que filmes o Peppe assistiria, que música ele ouve
O método pede o mergulho no conceito. Ele afia a curadoria — e aqui é quase todo DADO, porque o acervo e o MANIFESTO §2.2 já nomeiam as referências.
Os filmes. O Peppe assiste cinema pela direção de arte, não pelo enredo. Gosta da geometria e do off-white de 2001, do âmbar incandescente dos seus corredores. Gosta da instrumentação analógica de Alien — o terminal, o sonar, o hardware que parece ter peso. Gosta da burocracia visual gentil da TVA de Loki (MANIFESTO §2.2) e do otimismo doméstico de Os Jetsons — o futuro que prometia ser aconchegante. E gosta da simetria, da paleta contida e do humor seco de um filme de Wes Anderson — o mesmo humor do Bobo da Corte contido do 12.7.
Mas há uma fronteira, e ela define a marca: o Peppe não é o futuro frio da ficção científica. Ele assiste 2001 e torce pela tripulação, não pela máquina. A diferença entre o Peppe e o assistente onisciente da tela é a mesma diferença entre um aparelho que você confia e um computador que te dá medo. O cinema do Peppe é retrofuturismo + funcionalismo + ironia fina — nunca distopia.
A música. [proposta] O 13.4 já cravou o princípio: música "o suficiente para ter clima, nunca para virar palco". O Peppe ouve instrumental — sem letra que dispute atenção. Mid-century, brasileiro, contido: a precisão rítmica de uma bossa nova instrumental, o otimismo discreto da library music da era espacial dos anos 60. Música como o V-B: calor pontual, nunca o tapete. Se a música virar palco, o aparelho virou jukebox — e o Peppe não é jukebox.
Para o usuário — fechamento
Conforme
prompt-inicial.md §8. O que volta para você.Decisões a ratificar (proposta — o corpus não fechou)
- A Big Idea — "Funcionalismo afetivo". O corpus dá a substância (
MANIFESTO §2), mas nunca cristalizou um rótulo único de moodboard. A expressão "funcionalismo afetivo", a expressão longa "o futuro gentil que o passado imaginou, feito à mão" e a metáfora-mãe "o aparelho de confiança" são proposta deste capítulo. Ratificar.- A nota fria. Várias referências que você mesmo curou trazem turquesa, teal e azul como acento —
My Oasis, os interiores deEnvironment/,_ (6)Moonstone. A gramática vigente (visual-language.md §2.2) admite apenas terrosos quentes no V-B. Recomendação do capítulo: manter a régua quente — a coerência da paleta é um ativo. Mas a recorrência é forte o bastante para virar pergunta: descartar a nota fria (recomendado) ou abrir uma exceção? Abrir implica flag de conflito formal, decisão doproduct-designere revisão doMANIFESTO §2(visual-language.md §6).- Os dois sentimentos. "Competência silenciosa" (Painel V-A) e "calor otimista" (Painel V-B) são nomeação proposta. Ratificar.
Lacunas
- Capítulo 19 (Identidade visual) produzido. Este capítulo derivou a moldura visual do
MANIFESTO §2, alinhado ao que o 19 consolidou (brand/guidelines/19-identidade-visual.md). A reconciliação é trivial — não há lacuna.- O método pede escolher entre 2-3 caminhos conceituais; o corpus já escolheu. O
MANIFESTO §2fechou o caminho (gramática dual V-A/V-B). Não há escolha a fazer — registrado para transparência de método, não como pendência.- O acervo precisa de tratamento para virar board apresentável. Alguns arquivos têm watermark de stock (
Environment/Retro Futuristic Lounge...) e nomes não-descritivos (_ (N).jpeg). A montagem do moodboard como artefato visual (painel diagramado, itens com watermark substituídos) é um entregável futuro doui-designer— não cabe neste arquivo markdown, que é a direção, não o board.Perguntas abertas
- A pasta "VB-neomorphism". O rótulo sugere que o efeito desejado era neumorphism — que a gramática proíbe. A auditoria mostrou que o que serve nessas imagens é tridimensionalidade física com luz direcional única, não neumorphism (sombra dupla simétrica). Confirmar que você está alinhado com a distinção do
visual-language.md §0: o Peppe quer o aparelho com sombra real, não o efeito de sombra simétrica.- Modo escuro. Referências fortes de metáfora (o terminal da TVA, o sonar de Alien, o widget de
Color Accent Archives) são escuras. Ovisual-language.md §4.6menciona modo escuro como superfície real do produto. Confirmar o escopo: se o dark mode é superfície vigente, essas referências alimentam também a superfície escura — não só a metáfora.- O monospace. As referências de tipografia puxam para o monospace (terminal, bilhete de embarque). O monospace foi excluído da gramática (
visual-language.md §4.4). Confirmar que ele permanece como sabor de grafismo e metáfora — e não reabre como família tipográfica candidata.