07 · Plano de Mídia & Pontos de Contato
Fontes:
brand/guidelines/research/auditoria-publico.md·auditoria-mercado.md·auditoria-negocio.md·documentation/BRIEFING.md§2, §7 ·documentation/growth-handbook.md·brand/guidelines/01-essencia.md·research/DESK-RESEARCH-REPORT.md(via auditorias) · pesquisa web verificada em 2026-05-16.Este capítulo responde a uma pergunta operacional: onde a marca do Peppe precisa estar para ser ouvida — e onde, de propósito, ela não vai estar. Pontos de contato são o lugar onde a estratégia e o design da marca ganham vida; escolhê-los é decisão de marca, não só de mídia.
Como ler este capítulo
Três avisos antes de começar.
- O Peppe é pré-lançamento. Não há operação comercial, base de clientes, receita, orçamento de marketing nem presença pública madura (
auditoria-negocio.md§3, §5, §9). A auditoria de negócio é explícita: "Canal de aquisição — como o público descobre o Peppe — não há estratégia registrada" (§3). Por isso quase tudo aqui é PROPOSTA, marcada como tal. O que é DADO tem fonte; o que depende do PO fica[A confirmar]. - A numeração segue o pipeline de prompts da marca. O número do capítulo é o número do
Prompt-NNque o produz — este é o 07, dePrompt-07-Plano-de-Midia; o00-indice.mdfoi alinhado a essa convenção. Os capítulos de que este depende — Posicionamento (05), Golden Circle (06) e Buyer Persona (08) — existem e estão no repositório. Leia-os em conjunto com este capítulo; onde houver divergência, eles prevalecem sobre inferências diretas das auditorias aqui registradas. - A camada operacional já está decidida. O
growth-handbook.md(v1, 2026-05-05) fixou convenção UTM, eventos GA4, funil e o plano das primeiras campanhas. Este capítulo fica acima dele — dá o frame de marca e a hierarquia de canais; não reabre o que o handbook fechou. Onde os dois se tocam, o capítulo aponta para o handbook.
7.1 — Onde o público e a concorrência estão
Antes de escolher canais, é preciso olhar para onde o público já está e para onde o mercado já se move. As duas auditorias resolvem isso com evidência.
Onde o público vive
O público do Peppe é o Acumulador de Jornadas: profissional adulto urbano, núcleo de 35 a 49 anos, skew feminino forte, sobrecarregado por acúmulo de papéis (auditoria-publico.md (a)). Onde ele passa o tempo, física e virtualmente:
- No WhatsApp, o dia inteiro. DADO: "97% dos brasileiros acessam o app pelo menos uma vez por dia"; "61% abrem o WhatsApp várias vezes ao longo do dia" (Opinion Box, 2025, via
auditoria-publico.md(b)). O público da pesquisa primária abre "várias vezes ao dia". - Confortável com áudio. DADO: "80% preferem mandar áudios" no WhatsApp (Opinion Box).
- Conectado ~9h/dia (ClickGrátis, 2026) — mas dentro de uma rotina "em blocos sobrepostos com picos": a atenção é fragmentada, não disponível.
- Ancorado em superfícies analógicas. Caderno físico de uso diário e planilha de dinheiro são o sinal mais convergente da pesquisa primária. O Peppe disputa atenção com o papel, não só com apps.
- Já usando IA genérica. ChatGPT e Gemini já entraram na rotina para arbitrar decisão financeira — "o workaround virou hábito" (
auditoria-publico.md(b)). - Informado pela mídia de tecnologia. Portais como TechTudo, Canaltech e Olhar Digital pautam recorrentemente "apps para quem é esquecido" — são os influenciadores de adoção: definem o vocabulário com que o público busca e compara a categoria (
auditoria-publico.md, Stakeholders). - Em rede profissional. O perfil — liderança, produto, empreendedorismo, função qualificada urbana — circula em ambiente profissional digital; o
growth-handbook.md§5 já trata o LinkedIn como canal por reconhecer ali o próprio público-alvo.
Um achado de público que muda tudo o que vem depois: o Acumulador é problem-aware, não product-aware (
auditoria-publico.md(b)). Ele nomeia a própria sobrecarga sem ser provocado — mas não tem nome para a solução. Vê a cena do Peppe e a classifica como "terceira categoria". Consequência de mídia direta: ninguém vai buscar "app que cruza agenda e dinheiro". A marca precisa encontrar o público no vocabulário do problema ("não esquecer de pagar", "dar conta de tudo"), não no da categoria.
Onde a concorrência investe
A auditoria de mercado e a verificação web de 2026-05-16 mostram um movimento de canal previsível:
- MeuAssessor — o competidor mais próximo da tese — investe pesado em conteúdo de Instagram (DADO: perfil
@meuassessor.ia, +129 mil seguidores, verificado 2026-05-16) e em uma rede de afiliação e páginas de review ("várias páginas de review/afiliado nos resultados de busca" —auditoria-mercado.md§2.1). Aquisição por conteúdo e prova social por número grande. - Magie — referência de canal — tem presença de Instagram menor (DADO:
@oimagie, ~15 mil seguidores, verificado 2026-05-16), apoiada em criadores de conteúdo e em uma página de depoimentos. É gratuito no B2C e cresce pela utilidade transacional viral (Pix recorrente). - Pierre — o competidor que mais escalou — distribui alavancado pela base e pela marca da CloudWalk/InfinitePay (
auditoria-mercado.md§2.3): cross-sell de owned media de uma fintech grande, não aquisição do zero. - A imprensa de fintech e startup (Exame, Finsiders, Startups.com.br, MobileTime, Let's Money) cobre a categoria com intensidade — "canal de validação e de ruído competitivo" (
auditoria-mercado.md§1.3).
O movimento óbvio do mercado, portanto: Instagram + conteúdo + afiliação + prova social por número, com os capitalizados (Pierre) alavancando base própria.
A leitura cruzada — e por que o Peppe não copia o movimento óbvio
Cruzar os dois lados leva a uma conclusão que governa todo o resto do capítulo.
O playbook do mercado — anúncio, afiliação, número grande — não funciona para o Peppe agora, por três razões estruturais:
- O Peppe não tem o que esse playbook precisa. Ele exibe prova social por número ("+150 mil usuários", "+R$ 160 mi"); o Peppe tem zero usuários reais (
auditoria-negocio.md§1). Não há orçamento nem receita para sustentar custo de aquisição paga (§5, §9 — "lacuna total"), e o Peppe tem custo variável real por uso — sem LTV medido, não há CAC defensável. - O público desconfia exatamente desse playbook. A objeção mais forte da auditoria de público é "vai ser mais um app que eu abandono"; logo atrás vêm o ressentimento com "freemium agressivo" e a desconfiança de "marketing aspiracional acima da execução" (
auditoria-publico.md(c);auditoria-mercado.md§3.2). Anunciar mais alto não vence a descrença — pode reforçá-la. - O concorrente real não se vence com mídia. O concorrente do Peppe não é o PFM mais bonito da loja — é o workaround manual do próprio usuário: planilha + IA genérica (
01-essencia.md§1.2). Não se desbanca um hábito caseiro com um anúncio. Desbanca-se entregando a costura que o hábito não entrega — e deixando a experiência falar.
A tese de mídia do Peppe (PROPOSTA). Num mercado que lidera por mídia paga, o Peppe lidera por produto e reputação: a experiência entregue é a peça de mídia mais forte que ele tem; a mídia conquistada a amplifica; a mídia própria explica a categoria que ainda não tem nome; a mídia paga é deliberadamente adiada até existir base, receita e custo unitário medido. Não é austeridade por falta de verba — é o canal certo para o estágio certo. A marca não precisa estar em todos os lugares; precisa estar no lugar onde a descrença vira confiança.
7.2 — O ecossistema de mídias (framework PESO)
O PESO divide os pontos de contato em quatro categorias. A mídia própria é um castelo construído tijolo por tijolo — lenta, mas durável e sob controle total; é onde o Peppe concentra esforço agora.
Mídia própria (Owned) — o que a marca controla
- A conversa do produto — WhatsApp (primário), web, voz e e-mail. É o ponto de contato mais poderoso e mais honesto da marca: nenhuma peça de comunicação prova a promessa como a própria entrega. Estado real: o WhatsApp opera em Twilio Sandbox, teto de 50 mensagens/dia — adequado a PoC, não escalável (
auditoria-negocio.md§3). A voz é canal detonador (ligação curta de poucos segundos), não conversacional.- Ressalva de marca: o produto é mídia própria, mas não é superfície de maximizar atenção. O Peppe rejeita "tempo no app" como métrica — "menos tempo é melhor sinal" (
auditoria-negocio.md§5, citandoPRD.md§6.5). O produto comunica pela promessa cumprida, não pelo engajamento prolongado.
- Ressalva de marca: o produto é mídia própria, mas não é superfície de maximizar atenção. O Peppe rejeita "tempo no app" como métrica — "menos tempo é melhor sinal" (
- A landing page
peppeai.com+ waitlist — hoje o único elo vivo com público (auditoria-negocio.md§1). Já instrumentada: GA4 com Consent Mode, Contentsquare, A/B test de hero (growth-handbook.md§2, §3, §6). - O LinkedIn do Product Owner — em uso como canal orgânico (
growth-handbook.md§5, campanha 2); a rede dele é o público-alvo. - E-mail / newsletter — infraestrutura existente (Resend); base atual de ~6 leads (
growth-handbook.md§5, campanha 1). designsystem.peppeai.comebrand.peppeai.com— superfícies de marca existentes, hoje técnicas/internas.- Contas sociais de marca — a convenção UTM já prevê
instagram,twitter,threads(growth-handbook.md§1), mas não há operação registrada.[A confirmar]se existem contas ativas hoje. - A construir: blog / conteúdo de SEO no vocabulário do problema; uma conta social de marca com operação real (ver §7.6).
- Não se aplica: o PESO clássico inclui ambiente físico, embalagens e uniformes — irrelevantes para um produto digital.
Mídia paga (Paid) — alcance comprado
- Canais previstos na convenção UTM: Google Ads, Meta Ads, LinkedIn Ads, paid social, display, afiliação (
growth-handbook.md§1). - PROPOSTA: a mídia paga fica adiada. Pré-condições para destravá-la: (1) migração para a WhatsApp Business API — sem canal de produção, escalar tráfego é jogar leads num gargalo de 50 msg/dia; (2) decisão de modelo de receita; (3) custo unitário por usuário medido — o piso de qualquer cálculo de CAC (
auditoria-negocio.md§5, §9). O própriogrowth-handbook.md§5 já trata paid como contingência da semana 7–12 ("paid se orgânico não escalar"), não como aposta inicial. - Afiliação: o desk research recomenda evitar afiliação disfarçada cedo — risco de virar "adware disfarçado" (
auditoria-negocio.md§5). Mantida fora do plano inicial.
Mídia conquistada (Earned) — autoridade e reputação
A barreira de entrada do segmento é de confiança, e é alta — "reputação não se compra, leva tempo" (auditoria-mercado.md §3.5). Earned é exatamente o que constrói reputação.
- Imprensa especializada — fintech/startup (Exame, Finsiders, Startups.com.br, MobileTime, Let's Money) e mídia de tecnologia de consumo (TechTudo, Canaltech, Olhar Digital). A mídia de tech é influenciadora de adoção: define como o público nomeia a categoria.
- SEO — não na palavra da categoria (que o público não busca), mas no vocabulário do problema.
- Boca a boca espontâneo — o efeito de rede dos primeiros usuários reais. Numa categoria onde o público "não tem fé", a recomendação de um par vale mais que qualquer anúncio.
- Reddit — post orgânico em subreddit relevante (
r/financasbrasil,r/brasil), com a ressalva da regra dura contra autopromoção (growth-handbook.md§5, campanha 3). É earned conquistado pela honestidade do "construí isso pra resolver minha dor", não comprado. - Reclame Aqui (monitoramento) — o público usa o Reclame Aqui do setor para avaliar a categoria antes de confiar (
auditoria-publico.md(b)). Quando o Peppe tiver presença pública, o próprio canal vira ponto de contato a vigiar.
Mídia compartilhada (Shared) — caronas e parcerias
- Parceria com um executor de transação — a desk research levanta a hipótese de o Peppe orquestrar e a Magie executar o Pix via API (
auditoria-mercado.md§2.2). É shared media potencial: co-presença de marca num fluxo real. Hipótese, não acordo. - Reviews e depoimentos de usuários — prova social orgânica. Os concorrentes já operam páginas de depoimento; para o Peppe é caminho futuro, quando houver usuários.
- Programa de indicação — hoje existe só como indicação 1:1 informal (
referral_personalnogrowth-handbook.md§1, §5 campanha 4). Estruturá-lo é projeto futuro (§7.6). - O cônjuge co-gestor como vetor natural — a auditoria de público registra que, no arranjo doméstico, "se um adota, o outro encosta" (
auditoria-publico.md, Stakeholders). É um caminho de difusão compartilhada que nasce do próprio uso, sem campanha.
Quadro-resumo PESO
| Categoria | O que o Peppe já tem | O que falta construir | Papel no plano |
|---|---|---|---|
| Própria | Produto (WhatsApp/web/voz/e-mail), landing + waitlist, LinkedIn do PO, e-mail/newsletter, sites de DS/Brand | Conta social de marca operante, blog/SEO, conteúdo | Espinha dorsal. Onde a marca explica a categoria e prova a promessa. |
| Paga | Convenção UTM pronta (Google/Meta/LinkedIn Ads) | Receita, orçamento, custo unitário, WABA | Adiada. Destrava só com base, receita e canal de produção. |
| Conquistada | — | Relação com imprensa, press kit, presença de SEO | Alavanca de reputação. O canal que vence a descrença da categoria. |
| Compartilhada | Indicação 1:1 informal | Programa de indicação, parceria de executor, depoimentos | Difusão futura. Cresce com a base de usuários. |
7.3 — Seleção e hierarquização
A marca não precisa estar em todos os lugares — precisa estar no lugar certo. O critério de "certo", neste estágio, é um só: converter a waitlist nos primeiros usuários reais e gerar a base de pesquisa que ratifica as hipóteses do produto (a pesquisa primária precisa chegar a N≥6 — auditoria-negocio.md §7). Sucesso imediato não é alcance: é os primeiros usuários certos, sentindo a promessa.
Os três pontos de contato críticos (PROPOSTA)
1. A conversa do produto no WhatsApp.
É o ponto de contato onde a promessa vive ou morre. Numa categoria em que a objeção número 1 é o abandono e o público "não tem fé" (auditoria-publico.md (c)), o único argumento que vence a descrança é a experiência sentida — não a peça de comunicação. O produto é a mídia.
Gargalo honesto: o WhatsApp está em Twilio Sandbox (50 msg/dia). A migração para a WhatsApp Business API é pré-requisito de qualquer escala — está no topo dos projetos futuros (§7.6).
2. A landing peppeai.com + waitlist.
É o único elo vivo com público hoje, é owned, é barata e está sob controle total. Faz o trabalho que nenhum outro canal faz: explicar uma categoria que o público não sabe nomear e capturar/qualificar o lead. Já está instrumentada para medir (growth-handbook.md §2–§4).
3. A mídia conquistada — imprensa especializada + boca a boca dos primeiros usuários.
O público descobre a categoria pela mídia de tecnologia, e a reputação é a barreira de entrada alta do segmento. Earned é o canal que constrói confiança no estágio em que não há verba para comprá-la. Inclui o LinkedIn orgânico do PO, cuja rede é o próprio público-alvo (growth-handbook.md §5, campanha 2), e o Reddit honesto.
Os três se reforçam numa ordem causal: a landing explica e capta → o produto entrega e prova → os usuários satisfeitos e a imprensa amplificam → mais gente chega à landing. É um ciclo de owned + earned que não depende de orçamento de mídia para girar.
O que adiar ou ignorar — para não dispersar energia
| Canal / movimento | Decisão | Por quê |
|---|---|---|
| Mídia paga de performance em escala (Meta/Google/LinkedIn Ads) | Adiar | Sem WABA, receita e custo unitário, é tráfego jogado num gargalo, com CAC incalculável (auditoria-negocio.md §5, §9). |
| Mídia de massa (outdoor, rádio, TV) | Ignorar | Nicho deliberado não comporta alcance de massa; dispersa um orçamento que não existe. |
| TikTok / conteúdo viral de massa | Adiar / ignorar | O alcance do TikTok puxa para a faixa 18–34, fora do núcleo 35–49 do público; o registro viral tensiona a voz contida e não-julgadora do Peppe. |
| Afiliação agressiva | Ignorar (cedo) | Desk research veta afiliação disfarçada precoce; o público ressente exatamente esse playbook (auditoria-negocio.md §5; auditoria-publico.md (c)). |
| App nativo / superfícies satélite (widget, Watch) | Adiar | Ponto potencial, não entregue (auditoria-mercado.md §5.3). |
| Operação pesada de redes sociais de marca | Adiar | Antes da abertura ao público, manter presença mínima e coerente — não montar uma operação de conteúdo que consome o recurso mais escasso (o tempo do PO). |
7.4 — O meio é a mensagem
A marca tem de ser responsiva: sua identidade verbal e visual se adapta a cada canal sem perder a essência. Duas verdades guiam isso.
A escolha do meio já comunica. Antes de qualquer copy, o canal carrega mensagem:
- Escolher o WhatsApp como casa do produto diz: "venho até onde você já está — não te dou mais um app para baixar." É a resposta direta à dor "não me dá mais aplicativo" (
auditoria-publico.md). - A voz como ligação detonadora curta diz: "só interrompo a sua atenção quando é mesmo crítico." A contenção do canal é a mensagem.
- A landing diz: "existe uma categoria de solução que você ainda não tem nome para nomear."
A essência que nunca muda — em qualquer canal, qualquer formato. Seja num e-mail, num post de LinkedIn ou num card de confirmação no WhatsApp, isto é invariante:
- A promessa — "você não vai mais perder o que importa — nem no calendário, nem na conta" (
01-essencia.md§1.5). - Mostrar a mão, não a máquina — assumir o esforço honesto, nunca performar onisciência. Num segmento marcado por "marketing aspiracional acima da execução" (
auditoria-mercado.md§3.2), a marca nunca promete na mídia o que o produto não entrega. A honestidade é o diferencial — e começa na peça de comunicação. - Comunicação Não-Violenta — sem julgamento, sem moralização, sem comparar pessoas. Vale para um anúncio tanto quanto para uma resposta de chat.
- Objetividade sem verbosidade — a marca respeita os próprios atributos: o texto é curto, direto, sem floreio.
- A inspiração-fonte é backstage — em nenhuma superfície de mídia (anúncio, post, press kit, brief de campanha, resposta a jornalista) o Peppe nomeia, cita ou confirma a inspiração-fonte. A regra de IP (
BRIEFING.md§7) vale em toda superfície de fala da marca. A imprensa vai provocar a origem do nome — o press kit precisa trazer pronta a saída em personagem (entra na brincadeira, não confirma, não nega literalmente, não explica a regra).
A calibragem — o quanto de cada registro aparece — é que muda por canal:
| Canal | Calibragem dominante | O que o meio acrescenta | Onde se aprofunda |
|---|---|---|---|
| WhatsApp (produto) | Conversacional, micro-copy; mais espaço para o registro atrapalhado-fiel | Intimidade e imediatez; cabe humor leve sobre a situação | voice-and-tone.md §3; cap. 27 |
| Voz (call alert) | Mínima, factual, urgente-contida | A interrupção é rara — logo, sinaliza criticidade real | cap. 27 |
Landing peppeai.com | Mais institucional; registro profissional com tecla de calor | Primeiro contato — explica a categoria e a promessa | growth-handbook.md §6 |
| E-mail / newsletter | Registro profissional com tecla atrapalhada; densidade média | Espaço para narrar "o estado da obra" com honestidade | growth-handbook.md §5 (campanha 1) |
| LinkedIn (orgânico) | Profissional; foco em caso de uso concreto | Credibilidade entre pares; a tese ressoa em quem vive a dor | growth-handbook.md §5 (campanha 2) |
| Imprensa / press kit | Factual, sóbrio, sem hipérbole | Terceiro fala pela marca — a contenção sustenta a credibilidade | A construir (§7.6) |
A gramática verbal (registros A/B) e a visual (V-A/V-B) são definidas nos capítulos próprios — 14 · Tom e Voz e 19 · Identidade Visual — e a aplicação por canal é desdobrada no 27 · Aplicações. Este capítulo não as redefine: usa-as como régua já existente e aponta para onde elas moram.
7.5 — Objetivos por ponto de contato
Cada ponto de contato principal precisa de um objetivo único e de um sinal de sucesso — e de uma definição clara do que não é objetivo. Esta última coluna importa: o Peppe rejeita "tempo no app" como métrica de sucesso (auditoria-negocio.md §5). Engajamento, para esta marca, não é minutos de atenção — é o retorno espontâneo de quem confia.
| Ponto de contato | Objetivo primário | Sinal de sucesso | O que não é objetivo |
|---|---|---|---|
| Produto no WhatsApp | Ativação e retenção pelo valor sentido | Usuário volta sozinho; promessa cumprida sem atrito | Tempo no app; número de interações |
| Landing + waitlist | Conversão (entrar na fila) + reconhecimento da categoria | lp_waitlist_confirmed — a conversão canônica do growth-handbook.md §2 | Vaidade de tráfego sem qualificação |
| Imprensa / earned | Reconhecimento e reputação | Menções qualificadas; tráfego earned para a landing; sentimento | Volume de cobertura sem fit de público |
| LinkedIn orgânico (PO) | Tráfego qualificado de pares | lp_waitlist_confirmed por post + qualified_lead_rate (growth-handbook.md §5) | Seguidores; curtidas; "siga o perfil" |
| E-mail / newsletter | Ativar a base atual e gerar indicação | Novos leads referral_personal (growth-handbook.md §5, campanha 1) | Frequência de envio; taxa de abertura isolada |
| Boca a boca / indicação | Difusão por confiança | Razão indicações recebidas ÷ enviadas | Viralidade medida em alcance bruto |
A leitura de funil — page_view → form_submit → waitlist_confirmed — e as métricas intermediárias estão fechadas no growth-handbook.md §4 e não são reabertas aqui. O objetivo de marca acima é o porquê; o handbook é o como medir.
7.6 — Projetos futuros de pontos de contato
A lista de pontos de contato que a marca deve desenvolver para sustentar o posicionamento — o castelo, tijolo por tijolo. Ordenada por dependência: o que destrava mais coisas vem primeiro.
- Migração WhatsApp Sandbox → WhatsApp Business API. Pré-requisito de tudo o que escala. Sem ela, o canal primário não é canal de produção. Depende de conta WABA verificada com a Meta — gate de negócio aberto (
auditoria-negocio.md§3, §8). - Press kit / kit de imprensa. Com a narrativa da marca pronta, dados verificáveis (sem inventar número) e a saída em personagem para a provocação sobre o nome/inspiração — a regra de IP aplicada ao contato com jornalista.
- Uma conta social de marca com operação real. Escolher um canal principal — não espalhar esforço por Instagram, Threads, X e LinkedIn ao mesmo tempo. A decisão de qual fica
[A confirmar](ver fechamento). - Blog / conteúdo de SEO no vocabulário do problema. O ativo de longo prazo: capturar quem busca "app para não esquecer de pagar conta" — não a palavra da categoria, que o público não usa.
- Programa de indicação estruturado. Hoje só existe indicação 1:1 informal; formalizar quando houver base de usuários satisfeitos para indicar.
- Parceria de distribuição / co-branding. Inclui a hipótese de um executor de transação (modelo Magie) — shared media com presença de marca num fluxo real.
brand.peppeai.comcomo superfície pública. Hoje técnica/interna; pode virar ponto de contato de marca quando o conteúdo amadurecer.- App nativo e superfícies satélite (widget, Watch). Quando o produto sair da PoC.
- Voz expandida. Hoje só a ligação detonadora; uma camada de voz mais rica é potencial declarado, não entregue.
Para o usuário (Product Owner) — bloco de fechamento
Este capítulo consolida o que as auditorias e o growth-handbook.md permitem afirmar, e propõe o que o corpus não fechou. As decisões abaixo voltam para você.
Decisões a ratificar (propostas que o corpus não decidiu)
- O frame PESO e a hierarquia dos três pontos de contato (§7.2, §7.3). A auditoria de negócio é clara: não há estratégia de aquisição registrada. Toda a hierarquia — produto → landing → earned — é proposta.
- A tese de mídia: paid adiado, liderança por produto + earned (§7.1). É a decisão mais estrutural do capítulo. Ratificá-la ou recusá-la muda tudo o que vem depois.
- A não-adoção (ou adoção parcial) do playbook dos concorrentes — Instagram + conteúdo + afiliação. A proposta é não copiá-lo agora; cabe a você decidir se há um caminho parcial.
- Qual canal social de marca é o principal (§7.6, item 3). A convenção UTM prevê quatro; a proposta é operar um bem. Qual fica em aberto.
Numeração — resolvido. O conflito entre este arquivo e o
00-indice.md(que mapeava 07 a outro capítulo) foi resolvido nesta rodada: o índice adotou a convenção do pipeline de prompts, na qual o número do capítulo é o número doPrompt-NN. Este é, definitivamente, o capítulo 07.
Lacunas (exigem dado ou input do PO)
- Orçamento de marketing e runway — lacuna total no repositório (
auditoria-negocio.md§6, §9). Sem isso, nenhum plano de mídia paga é dimensionável. - Modelo de receita e custo unitário por usuário — não decididos/medidos (
auditoria-negocio.md§5, §9). São o piso de qualquer cálculo de CAC; sem eles, paid permanece adiado por necessidade, não só por escolha. - Data de abertura ao público — campanhas estruturadas e o
crm-analystestão em stand-by até ela ser confirmada (growth-handbook.md§7). - Existem contas sociais de marca ativas hoje?
[A confirmar]herdado daauditoria-mercado.md§1.1. - Estado do gate WABA — a verificação da conta WhatsApp Business com a Meta é gate de negócio aberto.
- Não há ferramenta nem processo de PR / assessoria de imprensa registrado — a mídia conquistada (§7.2) depende de construir essa capacidade.
Perguntas abertas do prompt de diretriz que o corpus não responde
- "Onde investir dinheiro para alcance rápido?" — o corpus não permite responder: não há dinheiro decidido. A resposta proposta é não investir em mídia paga ainda — uma resposta legítima ao estágio, mas que precisa da sua ratificação.
- "Quais os 3 pontos de contato mais críticos?" — respondidos em §7.3 como proposta, ancorada na evidência das auditorias; enquanto Posicionamento (05) e Golden Circle (06) não existirem, faltou a checagem contra eles.
- "Objetivos por ponto de contato" — propostos em §7.5; viram meta real quando houver tráfego de público para medir.
Nota de dependência. Este capítulo foi escrito antes dos capítulos de que depende — Posicionamento (05), Golden Circle (06) e Buyer Persona (08). Ele deriva diretamente das três auditorias de marca e dos canônicos. Quando aqueles capítulos existirem, releia este contra eles — e contra o
growth-handbook.md, que é a camada operacional que este plano emoldura.